Dar uma chance a alguém, para algumas pessoas parece tão complicado, mas não é, depende do sentido que se dá a essa chance. Algumas pessoas pensam em somente ficar e nada mais e outras em relacionamentos mais sérios, esse dar uma chance, seria sair e conhecer a pessoa, analisar as possibilidades, para assim dar o próximo passo.
Algumas vezes no término do primeiro encontro, descobrimos que a pessoa não tem intenções mais sérias, quando tentamos marcar o segundo encontro e ela demonstra um certo desconforto, algumas abrem logo o jogo dizendo que não querem nada sério. Mas tem aqueles que apartir desta chance se transformam em namorados e namoradas.
Eu procuro tratar muito bem quem se mostra interessado por mim e sim dou uma chance, porque não. Dar uma chance a alguém que está interessado em você não quer dizer que você vá se casar ou ficar preso a essa pessoa para o resto da vida. Dar uma chance é ter uma oportunidade de conhecer seu pretendente e deixar ele te conhecer, pois afinal somos mais que aparências. Se tudo der certo no encontro ótimo, mas se der errado e você ver que aquela pessoa realmente não tem nada haver com você, converse como amigo e explique o porque de você achar que não vai dar certo. Mas sempre trate bem quem tem sentimentos verdadeiros por você.
Eu aprendi isso a duras penas, como muitas vezes aprendemos sofrendo certas situações na pele. Eu tenho um trauma, por ter feito alguém sofrer por mim e essa história não consigo esquecer.
Quando eu era nova, nos meus tempos de escola, ainda era uma adolescente de 14 anos, nunca tinha namorado, um garoto de 16 anos tinha se apaixonado por mim, me pediu para ficar com ele e eu neguei, me pediu em namoro e eu rejeitei. Passou uns meses e eu comecei a namorar um outro garoto, mas eu tinha o costume de andar de bicicleta pela Lagoa Rodrigo de Freitas e via esse garoto sentado na beira da Lagoa olhando para o nada, com o olhar triste, eu pensava, será que ele pensa em mim. Depois disso, sete anos se passaram, em uma madrugada às 4:00 da manhã meu telefone toca, eu acordei e era o menino da Lagoa, ele me pediu desculpa por ligar aquele horário, pois ele estava morando na Europa e não tinha se acostumado com o fuso horário, tinha acabado de chegar e não aguentava mais a vontade de falar comigo, ele pediu ao pai que conseguisse o telefone do meu pai e assim foi feito, me disse que nunca me esqueceu, que sempre me amou. Eu não acreditava no que estava ouvindo, achei que era trote de alguém que conhecia essa história, briguei com o rapaz. Quando desliguei o telefone percebi que não era uma mentira, era real, ninguém poderia saber dessa história, mas já era tarde, eu não tinha o telefone dele, não tinha e-mail ou rede social, não tinha como eu pedir desculpas. Muitos anos se passaram, ele mora nos EUA, eu consegui reencontra-lo via facebook, no ano de 2011, não lembro direito, ele veio comemorar o aniversário dele aqui no Brasil em um restaurante em minha rua, ele me convidou, porém eu não pude ir e acho que ele interpretou como mais uma rejeição. Hoje ele está casado e eu sinceramente espero que ele seja muito feliz, todo ano no dia do aniversário dele, eu me lembro de publicar uma foto de um bolo desejando feliz aniversário, como forma até de amenizar o que eu fiz a ele. Ele só queria uma chance.
Dessa história toda aprendi a não maltratar quem nos ama de verdade, o amor é raro e muito bonito, porém é preciso saber que nem todos que dizem que amam estão dizendo a verdade, é preciso aprender analisar pessoas e situações, é preciso aprender ver quem é merecedor de nossas chances, carinho, amor e respeito.
Conselho de hoje, não maltrate quem te ama, de uma chance para o amor, se deixe conhecer por alguém e conheça essa pessoa. Dar uma chance não é o fim do mundo, pode ser o inicio.












