Sempre ouvi esse termo, fulano ou fulana é novinho ou novinha, muito inexperiente no que se refere a amor e relacionamentos.
Bem o que define a experiência no amor não é a idade e sim as histórias de amor vividas, uma pessoa que passou talvez a vida inteira com a mesma pessoa e tem os seus 50 anos, não tem as mesmas experiências que uma pessoa de 20 que passou por mais de 10 relacionamentos. Não querendo dizer que uma pessoa que vive sua vida inteira com uma única pessoa está errada, não pelo contrário, essa pode ser uma pessoa de sorte, mas muitas vezes as decepções de histórias de amor frustradas nos ensinam a dar valor ao que temos, ensinam a aprender a amar.
Lembro de uma moça que conheci certa vez, ela me disse que queria se separar do marido. Eu perguntei a ela por qual motivo ela queria se separar do marido, se ele parecia ser um cara tão legal, que apoiava e ajudava tanto ela. A moça me disse que o marido era meio parado e só queria ficar em casa no computador, era tímido em excesso e bem anti-social, eles estavam juntos desde criança, e tinham um filho. As amigas dela estavam querendo se separar de seus maridos e falavam para ela fazer o mesmo, eu era mais nova que ela e achei aquilo uma loucura, que amigas são essas que aconselham separação de um marido só por que ele é quieto, é o jeito dele. Conversei com ela e expliquei:
"Você nunca teve outros namorados, você não sabe como é o mundo lá fora, se quer se separar, tudo bem, mas não existe príncipe encantado, ainda mais quando se é mãe solteira. O príncipe encantado é a pessoa que te dá valor e essa pessoa você já tem."
Tivemos muitas conversas, uma outra amiga minha também aconselhava ela, resultado ela não se separou do marido, ao contrário, passou a tirar ele da frente do computador e levar ele para passear, viajar. As tais amigas dela, que se separaram de seus maridos achando que o mundo seria um mar de rosas e encontrariam o príncipe encantado na esquina, se deram mal sem dúvida, viram quantos cafajestes existem por aí. Questão é, casamento é coisa séria e separação também, ambos não se fazem a priori, é preciso que exista amor, respeito e valor.
A questão é que a moça em seu primeiro relacionamento aos 14 anos de idade, tinha encontrado o homem perfeito para ela, que a respeitava, ajudava em tudo, amava e dava a ela um grande valor, como ela não teve decepções amorosas ela não teve lições, não conseguia enxergar o valor do marido.
Como disse Platão:
O Homem inteligente aprende com seus próprios sofrimentos, o homem sábio aprende com os sofrimentos alheios.
Algumas pessoas precisam passar por experiências de sofrimento para aprender e evoluir, outras aprendem observando o erro de terceiros e não cometem os mesmos erros e ainda existem aqueles que não aprendem nem observando e nem sentindo na pele o sofrimento.
Na época eu era mais jovem que essa moça, quando eu a estava aconselhando, mas eu já havia vivido muitas frustrações que me ensinaram, o que se deve e o que não se deve dar valor nessa vida, quando o assunto é relacionamento.
Hoje não é nem conselho que darei a vocês, mas um acalanto no coração. Quando alguém se referir a sua inexperiência no que se refere a amor, isso não se refere unicamente a sexo, pois sexo se aprende, mas ao fato de você por talvez não ter sofrido muitas decepções na vida, por não ter sofrido na pele, talvez não saiba dar valor ao parceiro e isso pode causar medo e insegurança no outro. Tente ser como os sábios, aprenda com o sofrimento das pessoas a sua volta e olhe para si, aprenda a dar valor ao que você tem em mãos.

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