sexta-feira, 28 de abril de 2017

Vale night

Essa semana eu estava andando pela rua e ouvi dois rapazes saindo de um escritório conversando. Um deles dizia que estava começando a ficar com uma moça, estavam saindo umas duas semanas se não me engano, o rapaz disse ao amigo que teria um show que queria ir e não sabia se conseguiria comparecer. No caso ele havia comentado do show com a moça e que ele queria ir e perguntou se ela queria ir também, algumas moças mostram uma certa indecisão, ou para fazer charme ou talvez por não estar interessado no programa específico e ficam sem jeito de falar sobre isso, foi então que o rapaz disse a moça.


: - Decide logo, ou você vai começar me dando o vale night logo de inicio.


Ela prontamente disse que iria e ele teria que se virar para conseguir dois ingressos, mas o sujeito vira para seu amigo e fala que seria bom ele já ir vendo uns vale nights.


Eu pensei, vale night é sinônimo de traição, ameaça, insegurança, o certo seria que não existisse o vale night.


O vale nigth é uma palavra que deveria significar, ter a liberdade de sair com os amigos, ter a liberdade de sair sozinho, sendo você uma pessoa comprometida com alguém, porém a vida cotidiana leva a palavra a um rumo diferente. O vale nigth se torna sinônimo de libertinagem, uma fuga de um compromisso, mas com intenções deturpadas.


Outro ponto falho, o sujeito no inicio de alguma coisa que ele espera ser um relacionamento, ele faz piadinhas, brincadeirinhas, mesmo que digam: Mas são só brincadeiras e o seu senso de humor onde fica? São as pequenas coisinhas, que são como gotas em copo d'água, um dia transborda. Esse joguinho de ameaças e brincadeiras trazem desconfianças, inseguranças, vão minando o relacionamento. A pessoa que faz esse tipo de jogo no fundo é também uma pessoa insegura e acaba plantando a insegurança em seu parceiro, nem preciso dizer que o fim da história não é feliz, nenhum relacionamento floresce em cima da insegurança, imagine aqueles que já nascem na insegurança.


Terceiro ponto desta história é quando o sujeito vira para o amigo e diz que está precisando conseguir uns vale nigth. Hã? Como assim? O sujeito não havia começado a ficar com a moça a duas semanas e está pensando futuramente nos vale nigths que terá, ou o rapaz se relaciona com pessoas erradas e isso causa nele um desgaste emocional, ou ele faz tudo de uma forma errada, de qualquer forma, se ele não é uma pessoa com falha de caráter, certamente pode se tratar de uma pessoa que administra mal sua vida amorosa e isso causa um desgaste.


Meu modo de enxergar as coisas para não haver inseguranças e desgastes emocionais, em primeiro lugar abolir o vale nigth, nessa conotação negativa, na verdade esta palavra nem precisava existir. Apartir do momento em que, dois individouos se tornam um casal, isso não quer dizer que os dois são as ultimas pessoas da face da Terra, ainda existe a individualidade e é preciso que ela exista para que ambas as pessoas se mantenham saudáveis.


Então por exemplo, eu que gosto de filmes de ficção cientifica, ninguém é obrigado a gostar, se eu estivesse com alguém e se essa pessoa não gostasse, simplesmente eu iria ver o filme sozinha, até porque tenho o costume de ir ao cinema sozinha, para mim não seria novidade, a novidade seria para a outra pessoa, também não iria querer obrigar ninguém a fazer aquilo que não quer. Não falaria a palavra vale nigth, pois poderia levar a uma interpretação errônea, apenas diria que o filme que eu quero ver está passando no cinema e que eu iria ver, se a pessoa quisesse ir comigo tudo bem, mas se não quiser, também está tudo bem, pois ninguém é obrigado a gostar do que eu gosto e eu estou acostumada a sair sozinha.


Agora quem sai com os amigos, ótimo.


Mas para isso dar certo é preciso haver diálogo, é preciso ter caráter, se você se propôs a estar em um relacionamento baseado em fidelidade, então é preciso cumprir, se ambas as partes são fiéis, o vale night pode ter duração de 6 meses no Japão e ainda assim as pessoas se manterão fiéis umas as outras, confiança e segurança também são importante, mas a base de toda essa história mora no velho e bom diálogo, então cuidado com as palavras. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Novamente, a respeito do relacionamento por interesse.




Pode parecer que toco muito nessa mesma tecla, mas como eu disse em um outro post, que nós exercemos um magnetismo que faz com que nós atraiamos certas situações para nossas vidas. Eu sou uma pessoa que atraio pessoas com um certo poder aquisitivo maior, mas não que eu vá atrás dessas pessoas, elas simplesmente são atraídas, sendo assim eu pude observar alguns problemas que se repetem e espero que possa ajudar a vocês que estão lendo a não cometer os mesmos erros dos sujeitos com quem costumo a sair.

Eu sinto e vejo que sou testada nos encontros e isso me irrita profundamente, mesmo com pessoas que me conhecem faz tempo, deixam transparecer suspeitas quanto a minha conduta. Uma dica se caso você estiver lendo e for um rapaz ou homem com poder aquisitivo maior, não é porque uma moça tem uma situação financeira inferior a sua que ela vai estar automaticamente interessada somente em seu dinheiro, acredite em si mesmo, valorize-se. Não vá tão negativamente ao ponto, repare com calma na moça, em suas atitudes, caráter, como ela é com você, não fale coisas ofensivas, nem indiretas, piadinhas sem graça, tudo isso machuca.

Para ser sincera já passei por tanta coisa, nem foi preciso muitos encontros, já sai com muitos que logo de cara no primeiro encontro já chegaram vacilando. Como o sujeito vacila? Lembro de um que me disse que tinha dois carros que não eram tão novos, então ele me disse que não sabia como eu era, se eu gostava só de carro do ano. Eu senti um nó na garganta e uma vontade de vomitar. O sujeito me chamou de Maria gasolina a troco de quê? Não tive um segundo encontro e duas semanas depois ele comprou um coversível e estava com uma loira que estava tirando foto em cima do carro dele, fazendo poses sensuais, talvez ele gostasse de garotas interesseiras.

Aconteceu um caso curioso, na minha interpretação o sujeito estava me testando o tempo todo para saber se eu era gastadeira ou não, não sei se ele teve instrução de alguém, mas foi bizarro. No encontro a pessoa evitava de gastar dinheiro, de fazer qualquer coisa, mas o detalhe é que a pessoa tinha dinheiro, eu também tinha, pois eu sei que hoje em dia as coisas estão diferentes, foi-se o tempo em que os homens é que pagavam a conta. Além da pessoa sair, mas não querer ir ao cinema, porque é pago, comer na lanchonete, é pago, no shopping tinha um parque florestal que ele não quis ir porque achou que era pago, mas era de graça. Lá pelas tantas eu não aguentava de calor e disse que iria tomar um sorvete, ele só pagou porque custava 2,50. Acontece que está mesma pessoa eu sei que gasta certa de 300,00 ou 400,00 reais na mesma noite com uma mulher desconhecia, que tipo de inversão de valores é essa que faz um sujeito gastar 400,00 com uma desconhecia e com a pessoa que ele conhece ele gasta 2,50 testando se ela é interesseira ou não e ainda por cima diz, "deixa que eu pago, é só 2,50 mesmo". É muito bizarro.

Então, caso vocês moços, queiram um relacionamento sério e sejam rapazes e homens abastados, em primeiro lugar, procurem moças inteligentes, com bom caráter, vocês não vão precisar se preocupar se elas estão com interesse no dinheiro de vocês, em segundo lugar, observem o comportamento das moças, como elas agem com vocês e com as outras pessoas ao redor, mas sem ofender, sem piadinhas, se valorizem também, as pessoas podem ter enxergado qualidades em vocês, coisas que vocês não enxergam.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Olhos abertos no encontro.





É importante ir para um primeiro, segundo, enfim, é importante ir para um encontro de olhos abertos. O que estou querendo dizer com isso? É preciso está atento a tudo que está rolando.
Existe o ditado que diz que o amor é cego, mas para tudo, tome cuidado, mantenha os olhos abertos para se proteger das desilusões.

O primeiro ponto, defina o que você realmente deseja, é somente ficar, uma pegação de momento, se for o caso pode ficar despreocupado, o que rolar rolou. Agora se o que deseja é um relacionamento sério, é bom manter os olhos abertos já nos primeiros encontros, observar o comportamento e o que fala a outra pessoa candidata a parceria de seu relacionamento.

Já num primeiro encontro você pode obter pistas da personalidade do outro, de sua forma de pensar e agir, as coisas vão transparecendo quando se está cara a cara com alguém.

Para as pessoas que se relacionam socialmente através de internet, se comunicam através de redes de encontros. Quando alguém fala com você por meio da internet, ela tem tempo para elaborar respostas certas, dizer aquilo que você quer ouvir. Quando você encontra alguém, nem que seja pela primeira vez, mesmo que esta pessoa possa apresentar um certo nervosismo e timidez, que é justo ser relevado, existe alguns pontos que já no primeiro encontro se você mantiver os olhos abertos, pode evitar de cair na armadilha da ilusão.

Apesar das afirmações feitas pelo outro, observe o modo de agir da pessoa e principalmente o modo como a pessoa age com você. Observe e muito a fala da pessoa, pode deixar muitas pistas, muitas vezes na fala a pessoa comete deslizes, fala coisas reveladoras, mostra suas verdadeiras intenções, mostra quem ela é de verdade, observe como se comporta. Algumas vezes o primeiro encontro já te dá pistas do que se deve esperar se os encontros continuarem, ou as vezes até na despedida do primeiro encontro já dá uma pista de que não haverá o segundo encontro.

Ao meu ver, acho muito importante os encontros, não dá para traçar perfis sem contatos pessoais, não dá para saber como é uma pessoa de verdade sem que exista o encontro, mas mantenham os olhos abertos. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Homens!!! A vida não é um filme pornô ...





Sim, isso mesmo, a vida não é um filme pornô. Muitos homens pensam nas atividades sexuais como um manual de intruções, como se houvesse uma metodologia correta para fazer o ato sexual, sendo assim, muitos recorrem aos filmes pornos para aprender o como fazer sexo. Sinceramente, seria melhor que estivesse lido o Kamasutra, teriam aprendido muito mais.

O ruim de se aprender com os filmes, é que quando os homens não conseguem fazer da mesma forma em que foi apresentado no filme, causa frustração, ele fica com sentimento de fracasso. Entendam, o filme é de mentira, os atores são atleticos, tem força para se manterem em certas posições durante algum tempo e mesmo assim o filme é cortado quando eles se cansam. Agora se a mulher do filme está gritando, é porque ela foi bem paga para isso, não é porque a mulher que está contigo não está se esguelando como a mulher do filme pornô, que ela não esteja gostando, também não vai sair por aí chamando a moça de fria, se ela não está gritando estéricamente ela simplesmente pode não estar mentindo um falso orgasmo exagerado, na duvida não custa um diálogo aberto sobre o assunto.

Outra coisa, não é porque está no filme pornô, ou porque supostamente é normal fazer ou quase todos fazem, isso ou aquilo referente a sexo, que você deve fazer. Somente faça aquilo que te agrada, respeite a si mesmo, se estamos falando de sexo com amor, a outra pessoa vai respeitar sua vontade e encontrar novos meios, agora se estamos falando de sexo por diversão, a outra pessoa que vá se divertio preocupadas em atingir o orgasmo para si mesmas, não se importam com o outro que está ali. Essa coisa do como fazer, do marabalismo sexual dos filmes pornôs, querer fazer igual aos atores, atingir ao orgasmo máximo, isso tudo de uma forma egocentrica, o outro pode ser um parceiro fixo, mas poderiar com outro. Estou me referindo por exemplo a certas modalidades, certa vez li que a maioria dos homens heterosexuais não gostam de fazer sexo oral, tem nojo, se eles tem nojo não deveriam fazer para provar que são homens, deveriam fazer apenas se lhes fossem de seu agrado, assim sendo, as mulheres que não gostam de sexo anal também não deveriam fazer. Seria importante o autorespeito e respeitar o outro.

Umas duas semanas atrás vi um video de um psicologo onde ele dizia que sexo não existia, o que existia na verdade é uma masturbação. O que ele tentava explicar era justamente isso, as pessoas estão muit ser uma pessoa casual ou de alugel, não tem um diferencial. Então surge a idéia do amor, serve para tornar o sexo mais digno, quando se pensa em sexo com amor, se pensa na importância do outro, mas para o sexo enxergar esse outro seria um exercício psicológico muito grande, pois na hora do sexo são tantas as influências já enraizadas, que as pessoas por mais que se amem acabam pensando em si mesmas.

Eu citei o Kamasutra logo no inicio, este livro mostra mais que muitas posições sexuais, ele mostra o sexo como algo espiritual, divino, ligação mais que de corpos e sim de almas. Eu acredito em algo mais profundo, durante as atividdes sexuais as energias dos dois corpor são trocadas, então devemos tomar cuidado com quem trocamos energias. Não querendo ser preconseituosa, já imaginaram como não deve ser a energia dos corpos de atores pornôs, já assisti documentarios em que diziam que praticamente todos tem problemas mentais, casos sérios de depressão.

Se os próprios atores pornôs, no exercício da profissão acabam adquirindo depressão, o que dirá os homens que tentam imita-los como se a vida deles fosse maravilhosa, ano passado vi em uma reportagem de tv, que rapazes de 20 e poucos anos em São Paulo usavam viagra, porque se sentiam inseguros na hora do sexo casual, nas baladas, nos prostibulos.

O que os homens devem pensar, eh !!

O que está na tela dos videos, não é a vida real. São pessoas pagas para fazer aquilo. Na verdade, na vida real não existem regras, a unica regra é se respeitar e respeitar o outro, não existe receita de bolo. Na minha opinião, pessoas que tem um bom diálogo, confiança, companheirismo, amizade e amor, acabam descobrindo a sua propria maneira de fazer as coisas, baseada na confiança mutua e respeito, talvez não fique exatamente igual ao filme, mas o que importa, com tanto que você esteja com a pessoa certa, conversando, descidindo o que fazer e não fazer, no fim acaba sendo bem melhor.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Preto e branco

     




           Lembrei de uma história triste que aconteceu comigo muitos anos atrás, eu era muito tímida, eu na verdade sou, mas aprendi com essa história que quando gostamos de alguém não devemos esconder nossos sentimentos, eu escondia por timidez.

          Eu uma vez quando era nova gostei de um rapaz negro, de pele mulata escura, mas pode-se defini-lo como negro, mas minha timidez me impedia de dizer que eu estava interessada nele.

           O triste da história é que esse rapaz estava também gostando muito de mim, estávamos em época de escola, eramos adolescente, nos víamos todos os dias, eramos amigos. Ao contrario de mim, o rapaz era extrovertido por fora, tinha muitos amigos e era popular, era muito amigo e companheiro.

        Porém ninguém imaginava quanto sofrimento ele carregava dentro dele, a mãe havia abandonado o pai com 8 filhos, ele como filho mais velho se sentia responsável pelo fim do casamento dos pais, o pai tinha uma situação boa de vida e não lhes faltavam nada, muito pelo contrario, o padrão de vida era até elevado.

           Além do agravante da separação dos pais, ele se sentia inferior pela própria cor da pele, se sentia feio, me arrependo de não ter tido coragem de dizer a ele que eu achava ele bonito. Morar em um bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro e ver os vizinhos olhando torto para ele, também não ajudava.

           Ele era um rapaz que poderia chegar e simplesmente conversar e se abrir comigo, eu era sua amiga, colega de escola, ele tinha traquejo social, mas a sua autoestima era muito baixa, disfarçada naquele aparente bom humor de todos os dias. Ele achava, naquela cabeça dura dele, que eu jamais gostaria dele por ele ser negro, eu fiquei sabendo dessas coisas mais tarde.

           Sabe o que é triste? Não ter coragem para fazer algo no momento certo, não ter coragem para falar dos seus sentimentos, não conseguir mudar o rumo das coisas. Fiquei sabendo que o rapaz mais tarde se entregou a depressão, ao alcoolismo e as drogas e eu toda vez que sinto uma pontinha de coisa por alguém, prefiro me abrir e falar sobre isso, mesmo que depois as coisas tomem um rumo diferente, mesmo que eu ouça um não, do que ver mais um rapaz como esse na minha vida.

sábado, 2 de julho de 2016

Pessoas com autismo leve também amam?





Sim, claro que amam. O autismo leve não é como o autismo severo em que a pessoa se isola totalmente da realidade se fechando em seu próprio mundo. Existem na verdade graus diferentes de autismo, não que um autista não ame ninguém, ele tem dificuldades de interpretar sentimentos, por isso muitas vezes tem a sensação de não senti-los.

Um autista severo pode em um momento surgir de seu mundo fechado e reconhecer alguém que goste de sua família e esboçar um olhar, um sorriso, uma reação que seja, para a família do autista severo essas reações de contato são demonstrações de amor, mas é claro que uma pessoa com um grau tão alto de autismo dificilmente chegaria a ter uma relação amorosa com alguém, mas estou me referindo a outros tipos de autistas.

Existem autistas com um grau leve que são quase imperceptiveis em meio a multidão, são sujeitos calados, que quase não riem, inteligentes, com certas características peculiares, sem falar que costumam ser certinhos, parecem fugir da multidão e de interação social, muitos não descobrem que são autistas, outros acabam descobrindo quando sentem muita dificuldade de namorar, de conseguir um emprego, pois pessoas como eles tem dificuldades de conviver com outras pessoas, dificuldades de se comunicar. Isso acaba gerando um grande sofrimento psicológico e ansiedade, pessoas assim precisam de ajuda psiquiátrica.

Diferente do que pensam, que um autista seria uma pessoa fria sem sentimentos, o autista é uma pessoa que sofre muito por não ser compreendida, sofre por ter sentimentos que não compreende, sofre por não entender as pessoas a sua volta e seu sentimentos. Um autista leve é como se fosse um viajante de outro planeta chegando ao planeta Terra e tentando entender os seres humanos. Sendo assim, creio eu que nós é que não estamos dando um bom exemplo, com tantas coisas ruins que acontecem nesse mundo.

Geralmente a incidência maior de autismo leve acontece com homens, mas também pode acontecer com mulheres, só que em menor número.

Portanto, se essas pessoas possuem esse desejo de amar suprimido pela dificulde de comunicação, elas devem sim buscar ajuda de um psiquiatra, fazer terapia com psicologo, analista. Agora um conselho meu muito importante, fazendo o tratamento, a regra é a mesma que para todas as pessoas, procure alguém que te aceite do jeito que você é.

Procure alguém que te aceite sabendo que você não gosta de baladas, que prefere ficar em casa, que prefere lugares vazios. Alguém que aceite seu estilo de vida meio monótono, que dependendo você pode esquecer de tudo e as vezes ficar focado em uma coisa só. Alguém que aceite a sua bagunça organizada, suas coleções de coisas, videogames e revistinhas. Não de ouvidos a quem te coloca para baixo, ou diz que você é incapaz de algo e fuja de pessoas preconseituosas, o autismo leve não precisa ser um bicho de sete cabeças, basta você procurar ajuda.  

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Julgamentos podem atrapalhar sua vida amorosa.






Hoje acordei refletindo sobre meu passado e algumas mancadas que dei na minha vida, só que foram mancadas tão feias, que talvez se eu tivesse feito escolhas diferentes, se eu não houvesse feito julgamentos, minha vida seria diferente do que é hoje.

Já contei mais ou menos uma história de quando eu era novinha e um rapaz na escola era apaixonado por mim, contei que eu era ingênua, mas omiti fatos importantes nessa história.

Omiti o julgamento que fiz de mim mesma, o pré-julgamento que fiz do rapaz, da família do rapaz, de toda situação e sem falar que esses julgamentos são o fruto de uma intensa baixa auto estima, o pobre do coitado do rapaz não tinha nada haver com isso e sofreu com minha rejeição, pois eu mesma me rejeitava na época e durante muitos anos depois.

Além de eu ser novinha, o rapaz era de um nível social mais elevado, então começaram os julgamentos em minha cabeça. "O que ele viu em mim?", "A família dele certamente vai ser contra", "Porque ele, que tem uma situação financeira mais elevada e que poderia ter quem ele quisesse, iria olhar logo para mim?", "Tem algo de muito errado nessa história", "Ele só pode estar querendo se aproveitar de mim, não quer nada sério". Mil coisas negativas passavam em minha cabeça.

Acontece que quando eu ainda estudava na escola e era adolescente, um rapaz se declarou para mim e na verdade eu não o esnobei por ser inexperiente e insegura quanto a namoros, eu esnobei por medo e por fazer mil julgamentos, que eram resultados de uma grande baixa autoestima.

Mas então você pensa, mas é coisa de criança adolescente, então experimenta acordar de manhã cedo, sete anos depois, com o sujeito dizendo que acabou de chegar da Europa e que morre de saudades de você, que por causa do fuso horário acabou te ligando cedo demais, mas que nos anos que morou na Europa nunca te esqueceu. Ele ainda disse que pediu ao pai, para que este conseguisse o telefone de meu pai no trabalho dele. Eu dei um chilique as 4:30, com o cara me telefonando, eu tinha 23 anos na época, briguei com ele e falei para não mais me telefonar, achei que era trote, depois de desligar entendi que era verdade e pior, a ficha caiu. Quando que um cara de 25 anos pediria ao pai para conseguir o telefone de uma garota, então a família dele apoiava, eles não tinham nada contra minha pessoa. Eu não tinha formas de entrar em contato, de pedir desculpas, era tarde.

Muitos anos se passaram e esse rapaz agora mora no EUA, mas resolveu comemorar seu aniversário em um bar na minha rua e me convidou pelas redes sociais. Dessa vez eu estava com 34, mas ainda estava com a mesma baixa autoestima que tanto me atrapalhava e a velha mania de julgar.

Eu pensei: Eu poderia ir mas... " Ele é bem sucedido e se ele me achar interesseira", "Antes eu não dei confiança a ele, se eu conversar com ele, nem que seja para pedir desculpas por tudo que eu fiz de mal, ele pode achar que eu só estou falando com ele por ele ter um por aquisitivo muito maior do que ele tinha antes", "Seria melhor ele guardar a minha imagem como a de uma moça que nunca teve interesse no dinheiro dele, do que ele agora achar que eu sou interesseira". Eu não fui comemorar o aniversário dele e achei que ele não ligaria, engano meu, ele me enviou uma mensagem pelas redes sociais em que parecia magoado, falava sobre ilusões que não iriam se concretizar, cinco meses depois ele arranjou uma namorada e casou.

O que estou tentando passar para vocês é como a baixa autoestima pode ser destrutiva e como esses julgamentos são perigosos. Quando se tem autoestima não nos julgamos, não nos comparamos, não pensamos negativamente sobre a opinião de terceiros sobre nosso respeito, temos pensamentos positivos a respeito da situação, de que tudo dará certo e de que as coisas irão se concretizar.

Como já diziam a muitos e muitos séculos atrás: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Eu ainda complemento: "Cuidado ao julgar a si mesmo, esse pode ser um dos piores julgamentos".