domingo, 28 de fevereiro de 2016

Julgamentos podem atrapalhar sua vida amorosa.






Hoje acordei refletindo sobre meu passado e algumas mancadas que dei na minha vida, só que foram mancadas tão feias, que talvez se eu tivesse feito escolhas diferentes, se eu não houvesse feito julgamentos, minha vida seria diferente do que é hoje.

Já contei mais ou menos uma história de quando eu era novinha e um rapaz na escola era apaixonado por mim, contei que eu era ingênua, mas omiti fatos importantes nessa história.

Omiti o julgamento que fiz de mim mesma, o pré-julgamento que fiz do rapaz, da família do rapaz, de toda situação e sem falar que esses julgamentos são o fruto de uma intensa baixa auto estima, o pobre do coitado do rapaz não tinha nada haver com isso e sofreu com minha rejeição, pois eu mesma me rejeitava na época e durante muitos anos depois.

Além de eu ser novinha, o rapaz era de um nível social mais elevado, então começaram os julgamentos em minha cabeça. "O que ele viu em mim?", "A família dele certamente vai ser contra", "Porque ele, que tem uma situação financeira mais elevada e que poderia ter quem ele quisesse, iria olhar logo para mim?", "Tem algo de muito errado nessa história", "Ele só pode estar querendo se aproveitar de mim, não quer nada sério". Mil coisas negativas passavam em minha cabeça.

Acontece que quando eu ainda estudava na escola e era adolescente, um rapaz se declarou para mim e na verdade eu não o esnobei por ser inexperiente e insegura quanto a namoros, eu esnobei por medo e por fazer mil julgamentos, que eram resultados de uma grande baixa autoestima.

Mas então você pensa, mas é coisa de criança adolescente, então experimenta acordar de manhã cedo, sete anos depois, com o sujeito dizendo que acabou de chegar da Europa e que morre de saudades de você, que por causa do fuso horário acabou te ligando cedo demais, mas que nos anos que morou na Europa nunca te esqueceu. Ele ainda disse que pediu ao pai, para que este conseguisse o telefone de meu pai no trabalho dele. Eu dei um chilique as 4:30, com o cara me telefonando, eu tinha 23 anos na época, briguei com ele e falei para não mais me telefonar, achei que era trote, depois de desligar entendi que era verdade e pior, a ficha caiu. Quando que um cara de 25 anos pediria ao pai para conseguir o telefone de uma garota, então a família dele apoiava, eles não tinham nada contra minha pessoa. Eu não tinha formas de entrar em contato, de pedir desculpas, era tarde.

Muitos anos se passaram e esse rapaz agora mora no EUA, mas resolveu comemorar seu aniversário em um bar na minha rua e me convidou pelas redes sociais. Dessa vez eu estava com 34, mas ainda estava com a mesma baixa autoestima que tanto me atrapalhava e a velha mania de julgar.

Eu pensei: Eu poderia ir mas... " Ele é bem sucedido e se ele me achar interesseira", "Antes eu não dei confiança a ele, se eu conversar com ele, nem que seja para pedir desculpas por tudo que eu fiz de mal, ele pode achar que eu só estou falando com ele por ele ter um por aquisitivo muito maior do que ele tinha antes", "Seria melhor ele guardar a minha imagem como a de uma moça que nunca teve interesse no dinheiro dele, do que ele agora achar que eu sou interesseira". Eu não fui comemorar o aniversário dele e achei que ele não ligaria, engano meu, ele me enviou uma mensagem pelas redes sociais em que parecia magoado, falava sobre ilusões que não iriam se concretizar, cinco meses depois ele arranjou uma namorada e casou.

O que estou tentando passar para vocês é como a baixa autoestima pode ser destrutiva e como esses julgamentos são perigosos. Quando se tem autoestima não nos julgamos, não nos comparamos, não pensamos negativamente sobre a opinião de terceiros sobre nosso respeito, temos pensamentos positivos a respeito da situação, de que tudo dará certo e de que as coisas irão se concretizar.

Como já diziam a muitos e muitos séculos atrás: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Eu ainda complemento: "Cuidado ao julgar a si mesmo, esse pode ser um dos piores julgamentos".

Nenhum comentário:

Postar um comentário