domingo, 14 de janeiro de 2018

Destino pode doer ...




Eu acredito no destino, acredito que quando viemos a este mundo algumas coisas já estão traçadas em nossas vidas, algumas pessoas são destinadas a cruzar nosso caminho. A visão romântica do destino é muito bonita, de que existe alguém que está predestinado a nos encontrar, a alma gêmea, o par romântico ideal que vem de muitas vidas passadas. 

As coisas não funcionam assim, temos muitas almas gêmeas, as almas gêmeas são aquelas que vem ao mundo com a mesma missão que a nossa e estão no nosso mesmo nível de evolução espiritual, só que dentro deste grupo grande existem aquelas que são mais parecidas conosco e tem aquelas que são encontros de vidas passadas e não necessariamente são almas gêmeas, tudo bem, nem todo mundo acredita nessa história toda, mas muitos acreditam que existe aquela pessoa marcada no destino para nos encontrar.

Só que o destino não é tão simples, a vida não é um mar de rosas, o destino não é linear, ele é um emaranhado de caminhos que levam a vários pontos de destinos diferentes, que também não são definitivos, podem ser bifurcações para novos destinos. O destino é o caminho, mas é você que faz a escolha e sofre a consequência do caminho que escolheu.

Então se o destino é inserto e quem o determina somos nós, então iremos encontrar sim a pessoa que está marcada em nosso destino, mas talvez as coisas não aconteçam da forma como imaginamos, como foi escrito nos contos de fadas. Isso porque o encontro muitas vezes se dá em pró de uma evolução, quando você ensina ou aprende algo com alguém, quando sua vida muda apartir daquele encontro, isso é o destino, mas é claro que eu como ser humano, não irei negar que também desejo esse encontro que termina em final feliz, com as duas pessoas vivendo juntas para o resto da vida e de outras vidas.

Gosto de refletir sobre o passado, sobre o destino, minhas atitudes, até aconselho vocês a fazer o mesmo, para entender mais sobre a própria vida. Estava pensando na minha vida amorosa ou desastrosa, eu sou o tipo de pessoa que sempre fez escolhas erradas, algumas dessas pessoas erradas  eu consegui ajudar e mudei algo em suas vidas, de alguma forma, outros não, eram somente escolhas erradas mesmo, mas se eu for analisar essas escolhas não foram um total fracasso, me ensinaram a não querer errar.

Outro fato curioso, eu rejeitava as boas escolhas. Mas eu estive pensando nesses antigos pretendentes que eu rejeitei durante minha vida, eles eram bons para mim, mas será que eu seria uma boa escolha para eles?

Eu não sou egoísta, muito pelo contrário, colocar as outras pessoas em primeiro lugar é um defeito meu. Eu penso que eu não seria uma boa escolha para evolução de vida dessas pessoas. Soube de alguns rapazes da época de escola que gostavam muito de mim, que me procuraram na vida adulta, ainda gostando de mim da mesma forma. Porém eles tem uma vida diferente, são muito sociáveis, muito bem sucedidos na vida, eu paro e penso, se lá no passado eu tivesse dito o tão esperado sim e namorado com eles, será que a vida deles seriam as mesmas. Pois se bem conheço, eles iriam querer entrar no meu ritmo para me acompanhar e eu sou, calma, sedentária, meio reclusa, totalmente diferente do que a vida deles se tornou no futuro, eu sinto que iria acabar atrapalhando a evolução dos acontecimentos.

O que quero dizer que da mesma forma que minhas escolhas ruins me causaram dor e me serviram de aprendizado para não querer sofrer, eu mesma já causei dor em várias pessoas. Eu só espero que um dia essas pessoas entendam sobre o destino, entendam que em suas vidas se tornaram grandes e que eu iria atrapalhar o desfecho para o que eles são agora. Mas se a minha passagem em suas vidas ensinou alguma coisa, se eles carregam alguma coisa de mim, eu fui a pessoa do destino.

O destino é feito de escolhas, que leva a caminhos, um caminho que se cruza em outro momento pode se cruzar novamente em condições diferentes. Quantos de vocês fizeram escolhas erradas, não foram erradas, foram aprendizados, quantos fizeram alguém sofrer, talvez você que não fosse uma boa opção para aquela pessoa. Mas o destino é mutável, estamos em constante evolução e com o tempo tudo muda.


sábado, 6 de janeiro de 2018

O que você gosta de evitar em um relacionamento?





Uma pessoa anônima me fez essa pergunta e eu achei muito interessante, quantas vezes entramos de olhos fechados em um relacionamento sem olhar para o outro. Olhamos sim, a beleza estética, nos iludimos com figuras imaginárias e com personagens criados pela própria pessoa que quer nos conquistar, mas porque o outro quer nos conquistar se no cotidiano nossas pequenas características com o tempo vão se tornar insuportáveis.

Por causa da carência afetiva, o outro e nós mesmos queremos um relacionamento em si e não a pessoa, queremos estar com alguém independente de quem seja, então iludimos, fingimos ser o que não somos, a principio aceitamos coisas que mais tarde serão inaceitáveis.

Vamos a minha resposta ao anônimo:

O que você gosta de evitar em um relacionamento?


Vou acrescentar mais coisas a essa sua resposta, porque realmente são muitas coisas que eu evito em relacionamentos, mas gostei muito desta pergunta. Aguenta que a resposta vai ser grande. Primeira coisa, evitar ilusões, mas é difícil, não vou ser hipócrita, muitas vezes achei que eu tinha conhecido o cara da minha vida e a coisa não deu certo. Não gosto de ficar correndo atrás, ficar melosa, a impressão que passa é que estou rastejando, mas é uma faca de dois gumes, pois é claro que a pessoa tem que ter atenção, mas não sei achar esse equilíbrio. Evitar certos tipos de personalidades, caras machistas, grossos, ignorantes, não gosto de brigas e eu não brigo, se vejo que a coisa toma esse caminho eu termino. Evito sujeitos psicopatas e sociopatas, aprendi a reconhece-los porque já fui vitima de muitos. Sujeito safado, infiel, perdi a conta dos chifres que levei. Alguns homens são muito requisitados, mas tudo depende de como se comportam com relação as mulheres, não existe essa coisa de todo homem é safado e mulher é santa, tem muita mulher por aí destruindo relacionamentos, então, a postura do homem diante das mulheres é importante, se ele consegue se preservar, se dar ao respeito, para a proteção da pessoa que ele está afim e de seu relacionamento. Tentar não brigar é antes de tudo dialogar e tentar negociar, aceitar e entender o outro. Algumas outras coisas são importantes, se a pessoa não fuma cigarro, não usa drogas, não vai passar a fazer isso porque o outro faz, então é uma coisa que não aceito, tenho dificuldade para aceitar bebidas alcoólicas, sei que o número de pessoas que bebem é enorme e se eu fosse escolher alguém que não bebesse seria muito difícil, pois é uma característica no meio de um conjunto inteiro, não sei se aceitaria me relacionar com alguém que bebe muito ou que fica bêbado. Eu não iria querer ficar com alguém que não me aceitasse do jeito que eu sou, alguém que não respeitasse a minha individualidade, eu sou quieta, reclusa, de poucos amigos e não vou mudar. Por isso eu costumo evitar também pessoas que são muito sociáveis, que gostam de sair, de baladas, noitadas. Tudo bem, pode não ser justo, vamos supor que um sujeito sociável, que goste de viajar e sair esteja muito afim de mim, mas será que ele me aceitaria a longo prazo ou está interessado apenas esteticamente, será que ele suportaria minha personalidade, quanto tempo iria durar. Eu costumo olhar para pessoas mais calmas, pessoas de pé no chão, pessoas que tem um objetivo, um porto seguro.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Por quais dificuldades o TDAH/DDA, passam em um relacionamento sério.




Achei umas informações muito importantes para quem tem TDAH, transtorno do déficit de atenção, com e sem hiperatividade, essas informações também servem para aqueles que se relacionam com pessoas que tem esse transtorno.

Acontece que o número de pessoas com esse transtorno vem aumentando muito, ou seja, antes não eram diagnosticadas e atualmente as pessoas estão sendo observadas com um outro olhar. Fala-se muito em crianças, escola, mas as pessoas crescem e o problema continua, principalmente no relacionamento com outras pessoas, como nosso foco são relacionamentos amorosos, essas observações se referem a eles, mas existem outras dificuldades, como relacionamento com amigos, trabalho, família, tudo que tenha algo haver com interação social.

Essas observações tirei do site: http://www.universotdah.com.br/relacionamento-adulto.html. Na minha opinião é muito relevante, tanto para as pessoas que estão se sentindo perdidas sem saber a causa de seus problemas de relacionamento e para aquelas pessoas que querem manter seus relacionamentos. Porém faço um lembrete, não adianta só uma parte trabalhar pelo relacionamento, tem que ser um trabalho conjunto, ainda mais se for o caso de uma relação delicada, pois nada que faça sofrer vale apena, mas se tiver o empenho de ambas as partes, tudo é superado.

Não é difícil que os sintomas do TDAH (DDA) leve um casal à separação, onde geralmente sobra emoção e falta razão. Principais itens:

Impulsividade - A comunicação compulsiva, sem filtro para colocações inadequadas, ofensivas, pode deixar marcas e mágoas irreparáveis. A impulsividade pode manifestar-se também no comer, falar, trabalhar, comprar, fazer sexo, jogar ou uso de drogas.

Desatenção - O déficit de atenção nos adultos compromete muito sua memória, principalmente nos fatos recentes. Atrasos frequentes, esquecimento de promessas feitas, do que falou ou ouviu nos últimos dias, esquecimento de datas importantes, compromissos, podem irritar muito o parceiro que sente-se desconsiderado: "- Se me amasse de fato não esqueceria". Acaba sendo rotulado como egoísta, auto-centrado. Na verdade sua distração deixa-o alheio ao mundo exterior, ocupado com tanta auto estimulação mental.

Dificuldade em ouvir - É outra característica resultante da desatenção e da impulsividade: ou nem ouve quando o chama (está muito ocupado e distraído em seus devaneios), ou interrompe o parceiro quando este começa a colocar-se, sem deixá-lo terminar o raciocínio.

Desorganização - A "bagunça" e desordem que pode fazer em sua casa, seus papéis, suas roupas, é outro fator estressante.

Necessidade de fazer tudo "do seu jeito, no seu tempo" - A pessoa com TDAH (DDA) pode até ter auto estima comprometida mas na hora de executar algo ou decidir o que deva ser feito, dificilmente seguirá conselhos, perguntará ou compartilhará seus pensamentos, projetos e ações: ele faz e depois comunica ao parceiro que poderá sentir-se completamente ignorado e desqualificado, principalmente se a decisão for sobre algo importante.

Necessidade de estímulo constante - O cérebro que tem TDAH (DDA) vive num ritmo alucinante, está sempre em busca de coisas novas, desafios, fortes emoções... É muito curioso e detesta o tédio. Dificilmente esse tipo de comportamento se adequará à rotina de uma convivência estável. Muitas vezes o portador busca fora de casa outras atividades como esportes, novos amigos ou dedica-se mais ao trabalho, distanciando-se cada vez mais da família.
É comum a pessoa com TDAH (DDA) ter mais do que um casamento.

Tendência a vícios - é muito difícil conviver com uma pessoa que passa horas, noites na Internet, alguém que bebe, que joga, que se droga...

Instabilidade de humor - O adulto com TDAH (DDA) irrita-se muito com um problema que seria facilmente contornável por uma pessoa sem o transtorno. Com sua natural impaciência, pode "fechar o tempo" em função de um engarrafamento por exemplo, jogando toda sua raiva no parceiro. Essa irritabilidade e agressividade ficam mais acentuadas se a depressão estiver associada ao TDAH (DDA).

Isolamento - Costuma haver uma tendência ao isolamento da pessoa com TDAH (DDA), onde ela possa ter um tempo só seu, no seu canto sem falar com ninguém, no devaneio de sua mente acelerada. Qualquer pessoa que tente "invadir" esse espaço, não é bem vinda e a pessoa com TDAH (DDA) pode reagir de forma agressiva. O parceiro sente-se rejeitado, achando que o problema é só com ele. Sem o conhecimento das características do transtorno, este afasta-se e a relação fica comprometida.

Instabilidade sexual - Problemas sexuais podem acontecer numa hipo ou hipersexualidade. Há queixas de desinteresse sexual, falta de libido, de orgasmo... em função da incapacidade da pessoa com TDAH (DDA) concentrar-se no ato sexual. Dificilmente haverá muito prazer na relação sexual se a mulher estiver pensando na compra do supermercado do dia seguinte ou se o homem estiver preocupado em cobrir o “rombo” em sua conta bancária devido ao seu descontrole nos gastos.
Por outro lado pode haver também uma hipersexualidade como uma forma de estimulação, de concentração. O sexo pode levar ao prazer do orgasmo e ao prazer de estar absorvido, concentrado.
Muitas vezes essa libido exacerbada (quase compulsiva) pode gerar um conflito com o parceiro de libido moderada: este pode irritar-se com tanta procura (chegando às vezes à aversão sexual), fazendo com que o primeiro sinta-se rejeitado, desista, e vá buscar fora paceiros(as), que dêm conta de sua demanda sexual.

Todos esses sintomas do TDAH (DDA), desatenção, esquecimento, impulsividade, desorganização, instabilidade, irritabilidade, busca incessante por novidades, inconstância sexual, irritam e magoam muito o cônjuge que acaba depreciando o parceiro com TDAH (DDA). Este por sua vez se retrai e afasta-se mais da relação, muitas vezes isolando-se, outras vezes buscando outras fontes de estimulação. Essas atitudes só alimentam mais ainda o descontentamento e reinvidicação do parceiro por um tratamento mais atencioso e, quanto mais cobra mais o parceiro com TDAH (DDA) se retrai e se afasta da relação, num círculo vicioso sem fim.
Essa desastrosa roda viva pode mudar após o diagnóstico: é fundamental que os dois conheçam muito bem o transtorno, conversem sobre ele para se ajustarem e trabalharem em conjunto de forma produtiva. Caso contrário a distância entre ambos pode crescer tanto a ponto de se tornarem dois estranhos ou pior, dois inimigos.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A vida continua, quando não podemos contar com o parceiro ?




Hoje vou contar uma história que aconteceu comigo no ônibus. Meu ônibus demorou muito, o transito estava péssimo, demorei umas duas horas para chegar em casa do trabalho. Uma moça pede licença e se senta ao meu lado, até aí tudo bem.

Reparei que ela olhava fixamente para o nada e com um olhar vazio, mas ela podia apenas estar pensando em algo, hoje em dia quem não tem problemas. Foi quando passamos com o ônibus em frente ao Colégio Pedro Segundo no Humaitá, ela me perguntou que colégio era aquele. Notei pelo tom de sua foz e a forma de falar, que ela não estava em seu estado normal, a voz era muito lenta, como se ela estivesse dopada. 

Ela começou a contar sua história, disse que estava sob efeito de remédios fortíssimos, que teve um surto de síndrome do pânico e os médicos descobriram que ela sofria de transtorno bipolar e ela não sabia, ela estava com uma depressão muito forte.

Ela contou que era empregada doméstica, morava na casa da patroa, mas que havia se casado e foi morar com o marido porteiro de um prédio em Copacabana, o casal foi fazer uma viagem para uma praia no Nordeste a um mês atrás e aconteceu um problema na roda do avião, a moça ficou apavorada, entrou em surto e ficou muito doente. O resultado foi que esse sujeito que ela tinha "recém casado", não quis cuidar dela, abandonou ela por ela ter ficado doente ou melhor, expulsou ela de casa e ainda alegou ter sido enganado, porque ela não disse que tinha uma doença que nem ela sabia, a patroa que está dando apoio e ela voltou a morar na casa da patroa mesmo doente. 

Perguntei a ela a quanto tempo ela conhecia esse homem com o qual ela foi morar e ela me respondeu que o conhecia a oito meses, eu lhe disse que era muito pouco tempo. Eu disse que pessoas de confiança, pessoas que confiam umas nas outras, são aquelas que se conhecem a bastante tempo e sabem que podem contar para qualquer tipo de problema.

Eu ainda disse mais, disse a ela que deveria se cuidar, pensar nela e em sua saúde, que um dia tudo iria passar e com o tratamento o problema iria ficar controlado e quando isso acontecesse e ela melhorasse, um outro sujeito iria aparecer, ela contaria toda essa história e esse já saberia de seus problemas, sendo assim aceitaria ela do jeito que é.

A moça sorriu e disse que ninguém tinha dito isso a ela, mas que era verdade, outro cara se quisesse aceitar já saberia de tudo, me agradeceu muito pelo conselho e foi embora.

Fiquei pensando, muita gente pensa que tem um relacionamento com alguém, mas hoje em dia as pessoas pensam muito em si mesmas. Até que ponto se pensa no outro? E se a pessoa com quem me relaciono ficar doente, será que eu irei cuidar? 

É muito difícil construir um relacionamento sólido nos dias atuais, é muito difícil poder contar com as pessoas nos momentos difíceis, muito pelo contrario, parece que os momentos difíceis existem para nos mostrar quem são as pessoas, quem está ao nosso lado nos apoiando.

domingo, 2 de julho de 2017

Dedo podre é odiar a si mesmo.




Ter o dedo podre na hora de se interessar por alguém é o mesmo que odiar a si mesmo, é apenas o reflexo da sua baixa auto estima se manifestando, algumas pessoas ainda se conformam com essa condição, como se fosse algo imutável.

Auto estima é estimar-se, gostar de si mesmo. Quando gostamos de nós mesmos, apenas queremos o melhor e esse melhor não é o esteticamente mais belo ou o que possui mais bens materiais, mas aquele que trata com respeito, aquele que dá valor. Amor verdadeiro.

Pela lei da atração semelhante atrai semelhante, então quando estamos bem psicologicamente e energeticamente atraímos pessoas boas, mas se estamos mal, atraímos o mal.

Esses dias eu estive analisando as escolhas da minha vida, comparando com os momentos que eu estava passando, fazendo um balanço geral e algumas conclusões interessantes me vieram em mente.

Pontos interessantes das minhas reflexões. Eu sempre fiz escolhas erradas. Eu nunca escolhia o melhor, pois não me achava boa o bastante para ter o melhor e o mais aterrador e estranho, eu tinha raiva dos rapazes que gostavam de mim de verdade e afastava eles de mim, o simples olhar deles era insuportável.

Eu sempre fiz escolhas erradas, porque sim, admito sempre desde novinha tinha baixa auto estima, mas vivi momentos difíceis de bullying desde a infância, hoje eu sei que tudo que passei foi resultado da dislexia, um problema que dificulta a leitura e a escrita, trazendo uma outra série de problemas que transparece muito na escola, mas ao mesmo tempo proporciona algumas habilidades especiais, mas a vida do disléxico não é fácil e isso tudo reflete no psicológico, hoje eu sei, mas antes eu não sabia, eu sofria com complexos de inferioridade e assim acabava fazendo escolhas erradas, atraindo pessoas erradas.

Esse complexo de inferioridade que é muito forte e difícil de vencer, somado a bullying, geravam uma baixa auto estima enorme, então imaginem uma menina que alguns diziam que era a mais bonita do bairro simplesmente não querer o melhor para si mesmo por não se achar merecedora, não eu não sou convencida e nem gosto de gente que se acha, eu não me achava bonita, as pessoas que diziam que eu era.

Sentir raiva de quem se interessa por mim de verdade, talvez essa deva ser a conclusão mais estranha. Não estou me referindo a qualquer interesse, geralmente eu costumava a dar chance aos que apenas se interessavam, mas esse geralmente eram superficiais, se interessavam pela beleza somente. 

O que me assustava, me dava repulsa, era ver o brilho nos olhos, rejeitei muitos, tratei mal, muitos olhos que brilhavam na minha direção de longe, nem deixei que se aproximassem. Quando a minha intuição me avisava que a coisa era séria eu repudiava, mas porque isso? A resposta é simples. Somos espelhos, duas pessoas são dois espelhos se olhando, um enxerga coisas que o outro talvez não consegue enxergar, isso pode irritar ou agradar a outra pessoa. Se alguém interessado realmente enxergava as qualidades e gostava do que via, gostava de mim, ele não teria uma boa resposta, já que eu mesma não gostava de mim mesma, sendo assim eu acabo procurando aquele que finge que gosta mas não gosta, o mentiroso aproveitador.

Meu conselho é, antes de pensar em arranjar alguém pare e pense, analise sua vida e suas escolhas. Compare seus momentos de vida com suas escolhas, existe alguma semelhança?

Não faça escolhas se estiver com baixa auto estima, procure se elevar, procure ajuda.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Você sabe o que está sentindo? Amor, paixão ou amizade.




A pergunta de hoje é: você sabe o que está sentindo? Estamos as vésperas do dia dos namorados, que na verdade não é uma data romântica e sim uma data comercial consumista, data especial para mim é dia de aniversário de namoro, mas enfim, a carência afeta muitas pessoas nessa data. Você sabe o que está sentindo? O que são sentimentos? O que é a emoção e o afeto?

Para começar posso até decepcionar um pouco vocês, mas não acredito muito nesse amor romântico mágico dos contos de fadas, esse amor romântico que as pessoas dizem existir e quando você dá a sua versão do que está sentindo, viram para você e dizem, "isso não é amor, é amizade", sim estou dizendo isso porque realmente acontece comigo. 

Mas esse amor fogo que arde e queima insanamente tem prazo de validade, se chama paixão, dura mais ou menos um ano, podendo chegar a dois anos, não é coincidência que muitos casamentos duram somente dois anos. 

Esse tempo é o tempo de uma gestação e amadurecimento de um bebê, estaria ligado aos instintos mais primitivos da humanidade. A paixão é uma reação química no cérebro e essa reação aproxima o casal com a finalidade de procriação, depois acaba. 

Quando a reação química diminue pode haver amor, sim, pode, mas o amor é complexo, ele é uma análise pessoal do que você sente, dentro da calmaria. Vale a pena se separar dessa pessoa ou existe um conjunto de coisas que te fazem querer ficar junto dela.

Eu gosto do amor transcendental, que transcende o tempo, se você consegue após anos ainda ter sentimentos pela mesma pessoa e ainda criar novos sentimentos, isso transcende barreiras de tempo e espaço, sim para quem acredita na espiritualidade poderia ser algo de outra vida, um reencontro de uma vida passada, não necessariamente de almas gêmeas ou um encontro de almas que se conheceram no outro plano, que seria o céu, ou ainda, um encontro do destino, de pessoas que estão se encontrando pela primeira vez, aqui nessa vida e vão criar uma história que talvez transcenda o tempo e o espaço físico.

Se não me engano foi aprendendo com leituras, como a do psicologo Winnicott, entendi o que são sentimentos. Esse psicologo fez uma definição interessante do que era a emoção, sentimentos e o afeto.

A emoção é visceral, ela vem das vísceras, do lado mais primitivo do ser humano, ela é imediatista, impulsiva, voraz, podemos dizer que são emoções a paixão, a raiva ...

Sentimento é o conjunto das emoções, a definição deste conjunto de emoções depende da interpretação  do sujeito que está sentindo, ou seja uma pessoa através de suas emoções define qual o seu sentimento. Podemos dizer que sentimentos seria o amor, ódio ... algo mais forte e interiorizado. 

Um ponto importante, ninguém pode dizer que o seu sentimento não é amor, a interpretação é sua. 
Se foi definido em sua cabeça que são necessário apenas duas emoções para ser amor e seu amigo acha que são preciso seis, problema do seu amigo. Outro ponto importante, se o amor romântico é uma interpretação de emoções pessoal, não é certo dizer que amor de adolescente não é amor, ele é tão verdadeiro quanto amor de idosos, são interpretações. 

Resumindo a história, para definir sentimentos, temos que observar nosso conjunto de emoções e interpreta-las, definir o que estamos sentindo, cada um tem sua interpretação então não deve-se ouvir opiniões alheias a respeito dos seus sentimentos. Nem as minhas, caso tenham me entendido mal em algum post anterior, estou escrevendo aqui para vocês, apenas para atentar sobre a necessidade da autoestima e autovalorização, mas de maneira nenhuma dizer que o sentimento de alguém seria verdadeiro ou falso, na verdade tudo depende de observação e interpretação. 

O afeto, é como você afeta a outra pessoa, pode ser positivamente ou negativamente, o lado positivo do afeto é o mais conhecido, que é o carinho, mas afeto vem de afetar, o lado negativo do afeto então seria ferir a pessoa de quem você gosta. 

Espero que essas definições ajudem vocês como me ajudam. 

domingo, 4 de junho de 2017

Namorada não é esposa e nem dona da casa da possível sogra.




Eu não sei o que acontece com a cabeça das mulheres, se é instinto maternal ou territorialista, mas muitas quando mal começam um relacionamento, querem demarcar território, tomar posso do sujeito homem, tomar as rédias da situação.

Muitos casais, quando o homem já tem uma certa idade e já mora sozinho, quando esse homem entra em um relacionamento sério com uma mulher, ela ganha a chave do apartamento. Eu me pergunto porque? Preguiça de abrir a porta? A sujeita vai entrando sem bater? O que se vê é um namoro com cara de casamento, a intimidade tem o mesmo nível do casamento, não tem privacidade. O resultado de se levar uma vida de casado no namoro, é que enjoa, sendo assim da desanimo de casar, fica tudo muito confuso e quando a relação esfria e entra na fase mais calma, que seria a de um casamento sólido e tranquilo, a pessoa interpreta como fim de tudo e separa, justificando que são apenas amigos. Mas enfim, o casamento não seria isso? Amigos que vivem juntos, dividem a vida e dormem na mesma cama.

Mas não é bem do homem que vive só que quero falar, estou querendo me referir a casos piores que ando observando.

Quando o rapaz chega com a namorada e apresenta para família, no início se mostram boazinhas e depois parecem mostrar as garras. Quando um homem mora só, ele pode receber quem ele quer em sua casa ou fazer o que quiser, mas quando mora na casa de sua família, na casa de sua mãe, as regras da casa da família que devem ser respeitadas.

E eu tenho ouvido histórias de moças espaçosas, que parecem querer tomar conta da casa da família do namorado, sei de histórias de moças que olham torto para visitas na casa da família do namorado, como se elas que determinassem quem poderia ou não frequentar a casa, sei até de história de moça que tinha chave da casa da família do namorado e podia entrar quando quisesse, o detalhe é que ela entrava até quando não tinha ninguém na casa e ficava dormindo, sempre achei isso tudo muito estranho.

Muitas vezes os filhos pressionam a família e principalmente as mães a aceitarem certas situações, por sua vez essas mães por medo de perder o filho aceitam. Eu nunca daria a chave da minha casa, para namorada de um filho meu entrar enquanto não tivesse ninguém e ficasse deitada dormindo, podem me chamar de careta, mas isso vai além de tirar a privacidade do rapaz, tira a privacidade de toda uma família, é claro que uma mãe dessa foi persuadida e como eu conheço o caso, sei que foi mesmo.

Claro que existe o inverso, namorados espaçosos, grossos, mal educados, que não se comportam bem na presença da família da namorada, tentam infringir as regras da casa, incentivam, manipulam as mentes das moças para infringir essas regras, não são somente as moças que tem um comportamento estranho dentro do grupo familiar do parceiro, tem muito homem que usa da manipulação para conseguir o que quer, isso quando não são mal educados.

Na minha opinião família é família, claro que em alguns casos a família atrapalha os relacionamentos, mas cabe a vocês avaliar o tipo de parceiro com quem estão se relacionando, pois um relacionamento com alguém que compete com a família de seu parceiro, não me parece ser um relacionamento saudável.