sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Por quais dificuldades o TDAH/DDA, passam em um relacionamento sério.




Achei umas informações muito importantes para quem tem TDAH, transtorno do déficit de atenção, com e sem hiperatividade, essas informações também servem para aqueles que se relacionam com pessoas que tem esse transtorno.

Acontece que o número de pessoas com esse transtorno vem aumentando muito, ou seja, antes não eram diagnosticadas e atualmente as pessoas estão sendo observadas com um outro olhar. Fala-se muito em crianças, escola, mas as pessoas crescem e o problema continua, principalmente no relacionamento com outras pessoas, como nosso foco são relacionamentos amorosos, essas observações se referem a eles, mas existem outras dificuldades, como relacionamento com amigos, trabalho, família, tudo que tenha algo haver com interação social.

Essas observações tirei do site: http://www.universotdah.com.br/relacionamento-adulto.html. Na minha opinião é muito relevante, tanto para as pessoas que estão se sentindo perdidas sem saber a causa de seus problemas de relacionamento e para aquelas pessoas que querem manter seus relacionamentos. Porém faço um lembrete, não adianta só uma parte trabalhar pelo relacionamento, tem que ser um trabalho conjunto, ainda mais se for o caso de uma relação delicada, pois nada que faça sofrer vale apena, mas se tiver o empenho de ambas as partes, tudo é superado.

Não é difícil que os sintomas do TDAH (DDA) leve um casal à separação, onde geralmente sobra emoção e falta razão. Principais itens:

Impulsividade - A comunicação compulsiva, sem filtro para colocações inadequadas, ofensivas, pode deixar marcas e mágoas irreparáveis. A impulsividade pode manifestar-se também no comer, falar, trabalhar, comprar, fazer sexo, jogar ou uso de drogas.

Desatenção - O déficit de atenção nos adultos compromete muito sua memória, principalmente nos fatos recentes. Atrasos frequentes, esquecimento de promessas feitas, do que falou ou ouviu nos últimos dias, esquecimento de datas importantes, compromissos, podem irritar muito o parceiro que sente-se desconsiderado: "- Se me amasse de fato não esqueceria". Acaba sendo rotulado como egoísta, auto-centrado. Na verdade sua distração deixa-o alheio ao mundo exterior, ocupado com tanta auto estimulação mental.

Dificuldade em ouvir - É outra característica resultante da desatenção e da impulsividade: ou nem ouve quando o chama (está muito ocupado e distraído em seus devaneios), ou interrompe o parceiro quando este começa a colocar-se, sem deixá-lo terminar o raciocínio.

Desorganização - A "bagunça" e desordem que pode fazer em sua casa, seus papéis, suas roupas, é outro fator estressante.

Necessidade de fazer tudo "do seu jeito, no seu tempo" - A pessoa com TDAH (DDA) pode até ter auto estima comprometida mas na hora de executar algo ou decidir o que deva ser feito, dificilmente seguirá conselhos, perguntará ou compartilhará seus pensamentos, projetos e ações: ele faz e depois comunica ao parceiro que poderá sentir-se completamente ignorado e desqualificado, principalmente se a decisão for sobre algo importante.

Necessidade de estímulo constante - O cérebro que tem TDAH (DDA) vive num ritmo alucinante, está sempre em busca de coisas novas, desafios, fortes emoções... É muito curioso e detesta o tédio. Dificilmente esse tipo de comportamento se adequará à rotina de uma convivência estável. Muitas vezes o portador busca fora de casa outras atividades como esportes, novos amigos ou dedica-se mais ao trabalho, distanciando-se cada vez mais da família.
É comum a pessoa com TDAH (DDA) ter mais do que um casamento.

Tendência a vícios - é muito difícil conviver com uma pessoa que passa horas, noites na Internet, alguém que bebe, que joga, que se droga...

Instabilidade de humor - O adulto com TDAH (DDA) irrita-se muito com um problema que seria facilmente contornável por uma pessoa sem o transtorno. Com sua natural impaciência, pode "fechar o tempo" em função de um engarrafamento por exemplo, jogando toda sua raiva no parceiro. Essa irritabilidade e agressividade ficam mais acentuadas se a depressão estiver associada ao TDAH (DDA).

Isolamento - Costuma haver uma tendência ao isolamento da pessoa com TDAH (DDA), onde ela possa ter um tempo só seu, no seu canto sem falar com ninguém, no devaneio de sua mente acelerada. Qualquer pessoa que tente "invadir" esse espaço, não é bem vinda e a pessoa com TDAH (DDA) pode reagir de forma agressiva. O parceiro sente-se rejeitado, achando que o problema é só com ele. Sem o conhecimento das características do transtorno, este afasta-se e a relação fica comprometida.

Instabilidade sexual - Problemas sexuais podem acontecer numa hipo ou hipersexualidade. Há queixas de desinteresse sexual, falta de libido, de orgasmo... em função da incapacidade da pessoa com TDAH (DDA) concentrar-se no ato sexual. Dificilmente haverá muito prazer na relação sexual se a mulher estiver pensando na compra do supermercado do dia seguinte ou se o homem estiver preocupado em cobrir o “rombo” em sua conta bancária devido ao seu descontrole nos gastos.
Por outro lado pode haver também uma hipersexualidade como uma forma de estimulação, de concentração. O sexo pode levar ao prazer do orgasmo e ao prazer de estar absorvido, concentrado.
Muitas vezes essa libido exacerbada (quase compulsiva) pode gerar um conflito com o parceiro de libido moderada: este pode irritar-se com tanta procura (chegando às vezes à aversão sexual), fazendo com que o primeiro sinta-se rejeitado, desista, e vá buscar fora paceiros(as), que dêm conta de sua demanda sexual.

Todos esses sintomas do TDAH (DDA), desatenção, esquecimento, impulsividade, desorganização, instabilidade, irritabilidade, busca incessante por novidades, inconstância sexual, irritam e magoam muito o cônjuge que acaba depreciando o parceiro com TDAH (DDA). Este por sua vez se retrai e afasta-se mais da relação, muitas vezes isolando-se, outras vezes buscando outras fontes de estimulação. Essas atitudes só alimentam mais ainda o descontentamento e reinvidicação do parceiro por um tratamento mais atencioso e, quanto mais cobra mais o parceiro com TDAH (DDA) se retrai e se afasta da relação, num círculo vicioso sem fim.
Essa desastrosa roda viva pode mudar após o diagnóstico: é fundamental que os dois conheçam muito bem o transtorno, conversem sobre ele para se ajustarem e trabalharem em conjunto de forma produtiva. Caso contrário a distância entre ambos pode crescer tanto a ponto de se tornarem dois estranhos ou pior, dois inimigos.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A vida continua, quando não podemos contar com o parceiro ?




Hoje vou contar uma história que aconteceu comigo no ônibus. Meu ônibus demorou muito, o transito estava péssimo, demorei umas duas horas para chegar em casa do trabalho. Uma moça pede licença e se senta ao meu lado, até aí tudo bem.

Reparei que ela olhava fixamente para o nada e com um olhar vazio, mas ela podia apenas estar pensando em algo, hoje em dia quem não tem problemas. Foi quando passamos com o ônibus em frente ao Colégio Pedro Segundo no Humaitá, ela me perguntou que colégio era aquele. Notei pelo tom de sua foz e a forma de falar, que ela não estava em seu estado normal, a voz era muito lenta, como se ela estivesse dopada. 

Ela começou a contar sua história, disse que estava sob efeito de remédios fortíssimos, que teve um surto de síndrome do pânico e os médicos descobriram que ela sofria de transtorno bipolar e ela não sabia, ela estava com uma depressão muito forte.

Ela contou que era empregada doméstica, morava na casa da patroa, mas que havia se casado e foi morar com o marido porteiro de um prédio em Copacabana, o casal foi fazer uma viagem para uma praia no Nordeste a um mês atrás e aconteceu um problema na roda do avião, a moça ficou apavorada, entrou em surto e ficou muito doente. O resultado foi que esse sujeito que ela tinha "recém casado", não quis cuidar dela, abandonou ela por ela ter ficado doente ou melhor, expulsou ela de casa e ainda alegou ter sido enganado, porque ela não disse que tinha uma doença que nem ela sabia, a patroa que está dando apoio e ela voltou a morar na casa da patroa mesmo doente. 

Perguntei a ela a quanto tempo ela conhecia esse homem com o qual ela foi morar e ela me respondeu que o conhecia a oito meses, eu lhe disse que era muito pouco tempo. Eu disse que pessoas de confiança, pessoas que confiam umas nas outras, são aquelas que se conhecem a bastante tempo e sabem que podem contar para qualquer tipo de problema.

Eu ainda disse mais, disse a ela que deveria se cuidar, pensar nela e em sua saúde, que um dia tudo iria passar e com o tratamento o problema iria ficar controlado e quando isso acontecesse e ela melhorasse, um outro sujeito iria aparecer, ela contaria toda essa história e esse já saberia de seus problemas, sendo assim aceitaria ela do jeito que é.

A moça sorriu e disse que ninguém tinha dito isso a ela, mas que era verdade, outro cara se quisesse aceitar já saberia de tudo, me agradeceu muito pelo conselho e foi embora.

Fiquei pensando, muita gente pensa que tem um relacionamento com alguém, mas hoje em dia as pessoas pensam muito em si mesmas. Até que ponto se pensa no outro? E se a pessoa com quem me relaciono ficar doente, será que eu irei cuidar? 

É muito difícil construir um relacionamento sólido nos dias atuais, é muito difícil poder contar com as pessoas nos momentos difíceis, muito pelo contrario, parece que os momentos difíceis existem para nos mostrar quem são as pessoas, quem está ao nosso lado nos apoiando.

domingo, 2 de julho de 2017

Dedo podre é odiar a si mesmo.




Ter o dedo podre na hora de se interessar por alguém é o mesmo que odiar a si mesmo, é apenas o reflexo da sua baixa auto estima se manifestando, algumas pessoas ainda se conformam com essa condição, como se fosse algo imutável.

Auto estima é estimar-se, gostar de si mesmo. Quando gostamos de nós mesmos, apenas queremos o melhor e esse melhor não é o esteticamente mais belo ou o que possui mais bens materiais, mas aquele que trata com respeito, aquele que dá valor. Amor verdadeiro.

Pela lei da atração semelhante atrai semelhante, então quando estamos bem psicologicamente e energeticamente atraímos pessoas boas, mas se estamos mal, atraímos o mal.

Esses dias eu estive analisando as escolhas da minha vida, comparando com os momentos que eu estava passando, fazendo um balanço geral e algumas conclusões interessantes me vieram em mente.

Pontos interessantes das minhas reflexões. Eu sempre fiz escolhas erradas. Eu nunca escolhia o melhor, pois não me achava boa o bastante para ter o melhor e o mais aterrador e estranho, eu tinha raiva dos rapazes que gostavam de mim de verdade e afastava eles de mim, o simples olhar deles era insuportável.

Eu sempre fiz escolhas erradas, porque sim, admito sempre desde novinha tinha baixa auto estima, mas vivi momentos difíceis de bullying desde a infância, hoje eu sei que tudo que passei foi resultado da dislexia, um problema que dificulta a leitura e a escrita, trazendo uma outra série de problemas que transparece muito na escola, mas ao mesmo tempo proporciona algumas habilidades especiais, mas a vida do disléxico não é fácil e isso tudo reflete no psicológico, hoje eu sei, mas antes eu não sabia, eu sofria com complexos de inferioridade e assim acabava fazendo escolhas erradas, atraindo pessoas erradas.

Esse complexo de inferioridade que é muito forte e difícil de vencer, somado a bullying, geravam uma baixa auto estima enorme, então imaginem uma menina que alguns diziam que era a mais bonita do bairro simplesmente não querer o melhor para si mesmo por não se achar merecedora, não eu não sou convencida e nem gosto de gente que se acha, eu não me achava bonita, as pessoas que diziam que eu era.

Sentir raiva de quem se interessa por mim de verdade, talvez essa deva ser a conclusão mais estranha. Não estou me referindo a qualquer interesse, geralmente eu costumava a dar chance aos que apenas se interessavam, mas esse geralmente eram superficiais, se interessavam pela beleza somente. 

O que me assustava, me dava repulsa, era ver o brilho nos olhos, rejeitei muitos, tratei mal, muitos olhos que brilhavam na minha direção de longe, nem deixei que se aproximassem. Quando a minha intuição me avisava que a coisa era séria eu repudiava, mas porque isso? A resposta é simples. Somos espelhos, duas pessoas são dois espelhos se olhando, um enxerga coisas que o outro talvez não consegue enxergar, isso pode irritar ou agradar a outra pessoa. Se alguém interessado realmente enxergava as qualidades e gostava do que via, gostava de mim, ele não teria uma boa resposta, já que eu mesma não gostava de mim mesma, sendo assim eu acabo procurando aquele que finge que gosta mas não gosta, o mentiroso aproveitador.

Meu conselho é, antes de pensar em arranjar alguém pare e pense, analise sua vida e suas escolhas. Compare seus momentos de vida com suas escolhas, existe alguma semelhança?

Não faça escolhas se estiver com baixa auto estima, procure se elevar, procure ajuda.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Você sabe o que está sentindo? Amor, paixão ou amizade.




A pergunta de hoje é: você sabe o que está sentindo? Estamos as vésperas do dia dos namorados, que na verdade não é uma data romântica e sim uma data comercial consumista, data especial para mim é dia de aniversário de namoro, mas enfim, a carência afeta muitas pessoas nessa data. Você sabe o que está sentindo? O que são sentimentos? O que é a emoção e o afeto?

Para começar posso até decepcionar um pouco vocês, mas não acredito muito nesse amor romântico mágico dos contos de fadas, esse amor romântico que as pessoas dizem existir e quando você dá a sua versão do que está sentindo, viram para você e dizem, "isso não é amor, é amizade", sim estou dizendo isso porque realmente acontece comigo. 

Mas esse amor fogo que arde e queima insanamente tem prazo de validade, se chama paixão, dura mais ou menos um ano, podendo chegar a dois anos, não é coincidência que muitos casamentos duram somente dois anos. 

Esse tempo é o tempo de uma gestação e amadurecimento de um bebê, estaria ligado aos instintos mais primitivos da humanidade. A paixão é uma reação química no cérebro e essa reação aproxima o casal com a finalidade de procriação, depois acaba. 

Quando a reação química diminue pode haver amor, sim, pode, mas o amor é complexo, ele é uma análise pessoal do que você sente, dentro da calmaria. Vale a pena se separar dessa pessoa ou existe um conjunto de coisas que te fazem querer ficar junto dela.

Eu gosto do amor transcendental, que transcende o tempo, se você consegue após anos ainda ter sentimentos pela mesma pessoa e ainda criar novos sentimentos, isso transcende barreiras de tempo e espaço, sim para quem acredita na espiritualidade poderia ser algo de outra vida, um reencontro de uma vida passada, não necessariamente de almas gêmeas ou um encontro de almas que se conheceram no outro plano, que seria o céu, ou ainda, um encontro do destino, de pessoas que estão se encontrando pela primeira vez, aqui nessa vida e vão criar uma história que talvez transcenda o tempo e o espaço físico.

Se não me engano foi aprendendo com leituras, como a do psicologo Winnicott, entendi o que são sentimentos. Esse psicologo fez uma definição interessante do que era a emoção, sentimentos e o afeto.

A emoção é visceral, ela vem das vísceras, do lado mais primitivo do ser humano, ela é imediatista, impulsiva, voraz, podemos dizer que são emoções a paixão, a raiva ...

Sentimento é o conjunto das emoções, a definição deste conjunto de emoções depende da interpretação  do sujeito que está sentindo, ou seja uma pessoa através de suas emoções define qual o seu sentimento. Podemos dizer que sentimentos seria o amor, ódio ... algo mais forte e interiorizado. 

Um ponto importante, ninguém pode dizer que o seu sentimento não é amor, a interpretação é sua. 
Se foi definido em sua cabeça que são necessário apenas duas emoções para ser amor e seu amigo acha que são preciso seis, problema do seu amigo. Outro ponto importante, se o amor romântico é uma interpretação de emoções pessoal, não é certo dizer que amor de adolescente não é amor, ele é tão verdadeiro quanto amor de idosos, são interpretações. 

Resumindo a história, para definir sentimentos, temos que observar nosso conjunto de emoções e interpreta-las, definir o que estamos sentindo, cada um tem sua interpretação então não deve-se ouvir opiniões alheias a respeito dos seus sentimentos. Nem as minhas, caso tenham me entendido mal em algum post anterior, estou escrevendo aqui para vocês, apenas para atentar sobre a necessidade da autoestima e autovalorização, mas de maneira nenhuma dizer que o sentimento de alguém seria verdadeiro ou falso, na verdade tudo depende de observação e interpretação. 

O afeto, é como você afeta a outra pessoa, pode ser positivamente ou negativamente, o lado positivo do afeto é o mais conhecido, que é o carinho, mas afeto vem de afetar, o lado negativo do afeto então seria ferir a pessoa de quem você gosta. 

Espero que essas definições ajudem vocês como me ajudam. 

domingo, 4 de junho de 2017

Namorada não é esposa e nem dona da casa da possível sogra.




Eu não sei o que acontece com a cabeça das mulheres, se é instinto maternal ou territorialista, mas muitas quando mal começam um relacionamento, querem demarcar território, tomar posso do sujeito homem, tomar as rédias da situação.

Muitos casais, quando o homem já tem uma certa idade e já mora sozinho, quando esse homem entra em um relacionamento sério com uma mulher, ela ganha a chave do apartamento. Eu me pergunto porque? Preguiça de abrir a porta? A sujeita vai entrando sem bater? O que se vê é um namoro com cara de casamento, a intimidade tem o mesmo nível do casamento, não tem privacidade. O resultado de se levar uma vida de casado no namoro, é que enjoa, sendo assim da desanimo de casar, fica tudo muito confuso e quando a relação esfria e entra na fase mais calma, que seria a de um casamento sólido e tranquilo, a pessoa interpreta como fim de tudo e separa, justificando que são apenas amigos. Mas enfim, o casamento não seria isso? Amigos que vivem juntos, dividem a vida e dormem na mesma cama.

Mas não é bem do homem que vive só que quero falar, estou querendo me referir a casos piores que ando observando.

Quando o rapaz chega com a namorada e apresenta para família, no início se mostram boazinhas e depois parecem mostrar as garras. Quando um homem mora só, ele pode receber quem ele quer em sua casa ou fazer o que quiser, mas quando mora na casa de sua família, na casa de sua mãe, as regras da casa da família que devem ser respeitadas.

E eu tenho ouvido histórias de moças espaçosas, que parecem querer tomar conta da casa da família do namorado, sei de histórias de moças que olham torto para visitas na casa da família do namorado, como se elas que determinassem quem poderia ou não frequentar a casa, sei até de história de moça que tinha chave da casa da família do namorado e podia entrar quando quisesse, o detalhe é que ela entrava até quando não tinha ninguém na casa e ficava dormindo, sempre achei isso tudo muito estranho.

Muitas vezes os filhos pressionam a família e principalmente as mães a aceitarem certas situações, por sua vez essas mães por medo de perder o filho aceitam. Eu nunca daria a chave da minha casa, para namorada de um filho meu entrar enquanto não tivesse ninguém e ficasse deitada dormindo, podem me chamar de careta, mas isso vai além de tirar a privacidade do rapaz, tira a privacidade de toda uma família, é claro que uma mãe dessa foi persuadida e como eu conheço o caso, sei que foi mesmo.

Claro que existe o inverso, namorados espaçosos, grossos, mal educados, que não se comportam bem na presença da família da namorada, tentam infringir as regras da casa, incentivam, manipulam as mentes das moças para infringir essas regras, não são somente as moças que tem um comportamento estranho dentro do grupo familiar do parceiro, tem muito homem que usa da manipulação para conseguir o que quer, isso quando não são mal educados.

Na minha opinião família é família, claro que em alguns casos a família atrapalha os relacionamentos, mas cabe a vocês avaliar o tipo de parceiro com quem estão se relacionando, pois um relacionamento com alguém que compete com a família de seu parceiro, não me parece ser um relacionamento saudável.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Mãe namora?





Vi hoje uma discussão na TV e achei interessante abordar esse assunto, até já havia abordado antes ao falar sobre pessoas que se divorciam e que merecem uma nova chance de ser feliz, mas hoje foi abordada uma questão que eu vivo na pele e não me dei conta que ainda não falei sobre isso especificamente com vocês.

O fato da pessoa ser mãe e ter ou não um companheiro, desejar ou não ter alguém ao lado dela, poder ter um relacionamento sério ou casual. 

A mãe é uma pessoa como outra qualquer, porém tem sim a responsabilidade com uma outra pessoa ou outras pessoas, que são seus filhos. Se o homem não vê com bons olhos a própria figura da mulher, não se agrada do fato dela ser mãe, então a respeite, não a ofenda, não a maltrate, não a iluda, deixe-a em paz.

Vivemos em uma época em que os relacionamentos são descartáveis, os casamentos duram pouco por muitos motivos, por serem fruto de carências, relações possessivas, nem vou me estender muito ou simplesmente existem aqueles que não querem se relacionar seriamente, mas isso tudo gera um novo quadro familiar, o que mais se vê é pai para um lado, mãe para outro, mães que criam seus filhos sozinhas.

Para essas mulheres que tiveram seus filhos, se tornaram mães, não é porque ganharam o status de mãe que a vida amorosa se encerra aí, segundo pesquisas nota-se um preconceito muito maior em cima das mulheres e menor em cima dos homens. O homem que tem filho, os exibe como se ele fosse melhor que os outros homens, fosse um pai responsável, só que nem sempre é assim, muitas vezes é exibicionismo e esse exibissionismo ajuda a atrair as mulheres.

Um homem enxerga uma mulher sozinha e com filho de uma forma machista e preconceituosa, essa mulher é sim uma família, ela tem a responsabilidade de mãe, mas também é a companheira e amante e não um desfalque no cartão de crédito, uma pedinte desesperada atrás de de alguém que a sustente ou uma necessitada de homem.

Uma mulher com filho também é vista por muitos homens, como alguém que não quer um relacionamento sério ou não poderia ter ou não deveria ter. Alguns homens dizem frases machistas como: "Eu? Sustentar filho de outro?"

Na discussão na TV citava uma pesquisa feita em perfil falso de sites de paquera em internet, foi criado um perfil onde uma moça bonita escrevia suas qualidades e dizia que ela era mãe. O perfil recebeu comentários críticos e preconceituosos de seus pseudos pretendentes.

Eu já usei esses artifícios de sites de paquera, mas nunca dei muita atenção a esse aplicativos, pois nada de bom veio desses aplicativos, os mesmos homens com a mesma mentalidade, é lamentável.

O ultimo que me aventurei a usar foi um que prometia mostrar perfil de pessoas que cruzavam seu caminho, mas uma pessoa me disse que eu poderia montar um perfil para divulgar meus desenhos, que a irmã desta pessoa usava como currículo vitae, sinceramente acho que a pessoa que disse isso é muito ingênua e a irmã se o namorado dela der mole, ela pratica salto de cerca sem vara, pois o aplicativo é sim de paquera e não de trabalho, diferente da minha página social que me rendeu alguns trabalhos, esse aplicativo não me rendeu nada, somente reencontrei pessoas do passado dos tempos de escola, que nem lembrava mais, achei melhor desativar. Mas sabe o que reparei, fiz um perfil interessante, falando dos meus prêmios internacionais, prêmios literários, minha exposição de arte, coloquei fotos bonitas, mas coloquei uma foto com meu filho. Ninguém me curtiu aqui no Brasil, estrangeiros que fazem turismo em frente minha casa, sim, uns três me curtiram e um rapaz que conheço de anos e nem lembrava dele, vendo a foto dele no aplicativo que a minha memória reagiu.

A pesquisa fala sobre isso, por mais interessante que a mulher seja, se ela é mãe e coloca a foto do filho, o homem perde o interesse, então muitas se escondem, muitas mentem sobre o fato de serem mães, enquanto os pais se exibem, pois ao contrário da mulher, para o homem, ser pai é um simbolo de masculinidade e responsabilidade é uma forma de se colocar acima dos outros homens. Mas foi dito e eu concordo agora pensando bem, que não é bom colocar foto de criança nesse tipo de site, nem para o homem e nem para a mulher, pois está além dessa história todo. A foto da criança é a exposição da figura da criança e não se sabe quem está do outro lado do celular ou computador, pode ser alguém de má índole.

Infelizmente a mentalidade dos homens ainda é machista e as mulheres sofrem, se vivemos em uma sociedade de relacionamentos descartáveis onde a autoestima é essencial para se alcançar a felicidade, no caso da mulher mãe, essa urgência de autoestima é ainda maior. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A mulher e a disputa pela atenção.




Não vou falar neste post que mulheres precisam de atenção ou que elas necessitam de atenção, que as mulheres são carente, uma vez que sempre alerto sobre o perigo da carência afetiva e os males que ela acarreta. Quero falar sobre as mulheres que querem ser o centro das atenções, que disputam pela atenção, algumas até disputam possessivamente pelo domínio das pessoas e de situações.

Já vi muitas situações de mulheres dominadoras, A história que vou contar é um pouco inacreditável, havia um rapaz, cujo o qual eu estava interessada e estávamos nos relacionando faz tempo, mas ele tinha uma relação sufocante com sua irmã que o dominava, lembro de certa vez estar falando com ele pelo telefone e ouvir a irmã lhe tomar o telefone da mão e perguntar com quem ele estava falando, se era alguma mulher. Eu do outro lado não acreditava no que eu ouvia, sim, era realmente a irmã e não, não era uma outra garota, sei que vocês pensaram isso, o sujeito estava em casa e eu conhecia a voz da irmã dele. Mas eu dei um toque nele, se fosse outra pessoa não acreditaria que era a irmã e sim uma outra mulher, essa relação parece estranha, nem vou analisar, é caso de psiquiatra, o resultado é que nem nos falamos mais. Mas me parece um caso grave de carência e dominação, em que a pessoa suga a vida da outra, isso porque ela não tem namorado ou explica o fato de não ter namorado, imagine se um dia tiver, esse namorado vai ser alguém que permite ser vampirizado.

Existe também a disputa de mulheres por atenção, eu já vi rapazes que tem amigas e elas disputam pela atenção do rapaz , porém algumas vezes esse tipo de comportamento é induzido pelo próprio rapaz em suas "amigas"e já vi pior, quando o rapaz tem várias amigas e nenhuma namorada, quando enfim ele conhece alguém, do nada ele parece ficar interessante para suas amigas, que começam a disputar sua atenção.

Certa vez, isso já faz anos atrás, conheci um cara virtualmente que vivia rasgando seda para meu lado, como se eu fosse a criatura mais maravilhosa do planeta, dizia que estava cansado da vida boemia, que queria ter uma família, o sujeito falava até em casamento. Eu como sempre cansada de ilusão, só fui até o perfil da rede social do sujeito, para investigar é claro, também é uma dica, dá para traçar um perfil psicológico através de como a pessoa se apresenta na rede social e de como ela interage com outras pessoas, no caso do perfil deste sujeito, parecia uma guerra de gladiadoras amazonas lutando pela atenção dele. 

Ao mesmo tempo que ele dizia que queria se casar comigo, uma escrevia que havia passado na casa dele com uma garrafa de vinho e ele não estava, ela esperava que eles passassem a noite juntos e tomassem o café da manhã juntos, a mulher escreveu no mural, para que as outras vissem. Não, de maneira nenhuma, eu não iria querer ser mais uma das gladiadoras. Gente, nesse caso é uma forte carência induzida por uma situação de insegurança e baixa auto estima, causada pelo sujeito em questão, ele fazia promessas falsas e nunca assumia compromisso com nenhuma e elas simplesmente disputavam e esperavam por uma coisa que nunca iria acontecer.

Mas da mesma forma que existem homens manipuladores, existem aqueles rapazes mais quietos, que não tem namorada e quando aparece alguma moça interessada, suas amigas ficam estranhas.

Lembro de uma história engraçada que aconteceu comigo e com meu irmão, espero que ele não leia isso aqui, enfim, não era o caso de uma moça interessada no meu irmão, mas poderia ter sido.

Eu e meu irmão temos o mesmo sobrenome, mas usamos somente um de nossos sobrenomes, sendo que eu uso o do meu pai e ele o da minha mãe. Um dia vi no mural da rede social, uma foto de um bolo que ele havia feito e postado e eu fiz o seguinte comentário, "vou comer esse bolo", senti que as amigas dele de faculdade não gostaram do comentário, senti uma certa hostilidade. Nossa, era a primeira vez que escrevia no mural dele e aconteceu isso, sutilmente eu disfarcei e dei a entender que ele era meu irmão e todas as vezes que eu escrevia alguma coisa, eu tentava deixar claro que ele era meu irmão, hoje já estão cansadas de saber que somos irmãos, mas eu penso e se fosse uma moça que estivesse interessada nele, se eles estivessem se conhecendo e ela tivesse feito uma brincadeirinha com ele. A história podia acabar mal. 

Vejo casos de competição e dominação tão bizarros, que são casos para psiquiatras, como casos de mãe que compete com filha, geralmente até por não aceitar a passagem da idade e filhas que competem com a mãe.

Vejo muitos casos de mães que competem com filhas, por querem ser jovens, chegam a se vestir como as filhas, fazem de tudo para chamar a atenção. Mas vi recentemente um caso de uma filha que compete com a mãe pelo poder, a mãe tem uma posição de poder no trabalho, na família e a filha compete cobiçando o lugar da mãe, outro caso para psiquiatra.

Analisando todas as histórias, creio que a resposta está no equilíbrio, tudo que foge ao equilíbrio se torna doentio, sendo assim a necessidade excessiva de atenção, a carência, podem levar a baixa auto estima ao vampirismo de pessoas inocentes e as doenças propriamente ditas. Minha dica, se afastem dos vampiros ou tentem fazer com que a pessoa perceba que ela tem um problema e se você que é o vampiro, procure um psiquiatra.