quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Mulheres em pé de guerra ...





Outro dia estava pensando: Porque quando namoramos um sujeito, ele se torna atraente para outras mulheres ?

O sujeito em questão não precisa ser o mais bonito do mundo, ter dinheiro, carro importado, ou seja, pode não possuir nenhum atributo que chame atenção de outras mulheres. Gente, estou reforçando o esteriótipo de que mulher gosta de beleza e grana, mas pense bem, tem muitas que pensam assim, as caçadoras, as competitivas, as interesseiras, não vou generalizar a todas as mulheres.

Porque quando o rapaz está sozinho, muitas vezes é deixado de lado pelas mulheres, ainda mais se não possuir nenhum tipo de atributo, físico ou material, muitos são colocados na famosa friendzone e quando conseguem que alguma moça lhe dê uma chance, quando enfim conseguem a tão esperada namorada, aparecem várias moças interessadas, moças até que rejeitaram esse sujeito anteriormente.

Não, o rapaz não se tornou o homem mais bonito do universo e talvez as moças que estão mostrando interesse por esse rapaz, talvez nem estejam interessadas nele realmente. O que está acontecendo neste caso, é a competição entre mulheres.

Ao longo dos anos o papel da mulher foi mudando em nossa sociedade, ela foi assumindo uma postura competitiva, competindo por um lugar na sociedade, competindo com os homens, passaram a competir entre elas mesmas. Não é raro ouvir histórias de amiga que rouba namorado de amiga.

A questão não é o homem em si, no caso ele passa a ser o objeto de disputa e as mulheres disputam para satisfazer o ego, uma mulher que desfaz um relacionamento, sente em seu intimo, superior a outra mulher que foi largada por seu parceiro, isto serve para namoros, noivados e até casamentos.

Meu conselho para os homens é: Abram os olhos, dêem valor ao que vocês conseguiram. Se quando vocês estavam sozinhos, as moças não davam a menor confiança, porque logo agora que vocês estão comprometidos as coisas vão ser diferentes. O que eu considero pior, se é aquela amiga sua que nunca te deu atenção, derrepente resolve querer ser atenciosa além da medida, pense bem, porque não foi atenciosa enquanto você estava solteiro, quais seriam as verdadeiras intenções dessa amiga, amigas de verdade não atrapalham relacionamento de amigo.

Para as moças, não sejam tão competitivas, não vale a pena. As mulheres já sofrem tanto preconceito pelo simples fato de serem mulheres, ainda tem tanto que lutar contra as injustiças sociais, apesar de todas as vitórias até hoje. Então, porque competir entre nós mesmas, o que deveria existir é a união. Se for para competir, vamos jogar, praticar esportes juntas, nem que seja jogar video game em casa, para quem não gosta de praticar esporte, mas brigar por causa de homem, se estressar, não vale a pena. Me desculpe os rapazes, mas são poucos os homens que valem a pena, até porque um homem de caráter não trairia sua namorada e quem garante que não trairá a amante que conseguiu desfazer o relacionamento.

domingo, 13 de setembro de 2015

Virgindade





Já faz um tempo que eu queria escrever sobre esse tema, mas estava relutando, porque não sabia como escrever, como achar as palavras certas para tratar de um asunto delicado, porque certamente seri polêmica e pegarei um pouco pesado.

Em primeiro lugar devemos definir o que é a virgindade? 

A virgindade é quando uma pessoa nunca participou de uma atividade sexual. Sendo assim, ela não se basei unicamente na perfuração do hímem feminino, qualquer outro tipo de atividade que o casal esteja fazendo faz parte de ato sexual, como sexo oral, manual, anal. O ato sexual não se resume ao hímem, algumas vezes o ato sexual vaginal não tem sangramento, pois alguns hímens tem elásticidade, alguns vão cedendo aos poucos e é preciso de 4 a 5 atos sexuais para rompe-los. Então uma moça que faça de tudo, menos a penetração vaginal, sinto muito informar, não é virgem.

Vou contar uma história séria, serve de alerta para muitos que talvez forem ler esta postagem. Eu, uns anos atrás, trabalhei em uma ong, onde eu dava aulas e atendia adolescentes de comunidades carentes, a assistente social da ong resolveu dar aulas de orientação sexual para meus alunos. Eu como era muito inocente , não sabia nada, recebi orientação da assistente social. Uma das minhas alunas chegou na palestra da assistente social um dia e não podia sentar de dor, umas meninas jogando indiretas disseram que ela havia se encontrado com namorado no dia anterior. A assistente social veio me dizer que muitas meninas por religião querem se casar virgens, mas são levadas por seus parceiros a praticar certos tipos de modalidades sexuais para preservar a virgindade vaginal, no caso dessa menina, foi descoberto que o namorado praticava sexo anal, eu não sabia, ela ainda disse mais, que achava que o tal namorado deveria ser muito mais velho que a menina, pois os adolescentes geralmente fazem sexo manual em dupla, ela me pediu que eu investigasse o caso e eu descobri que a menina tinha 14 anos e namorava um sujeito de 30, mas a família conscentia por dinheiro, achavam que o homem tinha uma situação financeira boa e iria se casar com a moça.

Gente não vou críticar religião, isso é uma escolha, mas como escolha é preciso que você se mantenha firme nos seus ideais, se for isso realmente que você quer, não seda a vontade do outro. Segundo absurdo, se a moça não conseguia sentar, devia estar doendo, que amor é esse que causa dor: "50 tons de cinza", só pode. O sujeito usa a moça para sua satisfação sem se preocupar se está machucando e é uma menina, a família apóia pensando no dinheiro, puro interesse, ficamos de mãos atadas, a vontade da assistente social era chamar a polícia. 

Virgindade é algo que independente da religião, do casamento, é preciso ter maturidade e estar psicológicamente preparado para isso.

Imagine esperar, casar virgem e meses depois do seu casamento você descobre que o marido ou esposa te traia e o casamento acaba, creio eu que deva ser um trauma terrível. Então indepentende de casar ou não virgem, a pessoa tem que estar psicológicamente preparada para o sexo e para o que pode acontecer em sua vida.

Nem sempre a vida é um mar de rosas, para falar a verdade na maioria das vezes a vida não é, então as pessoas tem que estar psicológicamente preparadas para relacionamentos e as possíveis decepções que podem encontrar no caminho. 

É fato que em nossa sociedade o sexo é banalizado, então caso encontremos no nosso caminho aquele tipo de pessoa que só quiz sexo e foi embora, enquanto que você queria algo mais, não se deixe cair, o mundo não acabou, mantenha a autoestima.

Por isso eu digo que perder a virgindade e o ato sexual é uma questão de estar com psicológico estruturado. Mas perceba bem no comportamento de seu parceiro ou parceira, ele quer se satisfazer ou ele realmente demonstra amor e carinho por você. Você podem me chamar de piegas quantas vezes vocês quizerem, mas continuo achando que sexo é o ato de amor entre duas pessoas e não de satisfação, ainda mais se for satisfação de uma unica pessoa.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Sabemos mesmo o que queremos?






Fico vendo o tempo todo pessoas reclamando que estão sozinhas, que não tem aquele alguém. Mas quem é esse alguém? Porque tantas pessoas estão sozinhas? Será que elas sabem realmente o que querem?

Em primeiro lugar, pense no que você quer para si mesmo. Não estou aqui para condenar ninguém, mas vou dizer a verdade, no mundo real fora do conto de fadas existem pessoas que procuram aparências, posição social, dinheiro, sim existe, não vamos negar e se você que está lendo isto é uma dessas pessoas, se prepare pois a vida é dura e a realidade pode ser cruel.

Toda a beleza um dia se acaba, nem que se gaste milhões com cirurgias plásticas, botox e tratamentos de beleza, o que na verdade podem tornar o individuo um verdadeiro Frankenstein, muitas vezes seria melhor deixar o tempo agir naturalmente, toda idade tem sua beleza. Mas a beleza, juventude, acabam, não dá para basear um relacionamento nesse tipo de padrão.

Um dos padrões que mais considero lastimável é o dinheiro, os bens materiais, estar com alguém por dinheiro, por interesse, é praticamente uma forma de prostituição, além da pessoa em qualquer discussão correr o risco de ouvir determinados tipos de ofensas como:"você está comigo por dinheiro", "se não fosse por dinheiro você não estaria aqui", é quase como alguém que paga um(a) garoto(a) de programa e diz: "Eu to pagando e faço o que quero".

Me desculpe escrever isso que acabei de escrever, mas para você que está lendo e pensa que o príncipe encantado ou princesa seria aquela pessoa lindíssima, e com uma classe social mais elevada, tome cuidado, não que eu tenha preconceito contra pessoas de classe social elevada, mas existe sim relacionamentos por interesses e não quer dizer que pessoas de classe social elevada, também não tenham interesse em se relacionar com pessoas de classe social ainda mais elevadas que elas. O que estou tentando dizer é que, relacionamento por interesse financeiro existe, independente da classe social e é sim lamentável, pois nenhuma relação saudável surge desse tipo de relacionamento, que para mim mais parece prostituição, desculpe-me pela sinceridade. 

Vejo muitas pessoas em bares a noites, baladas, festas boates e reclamam de não ter ninguém. Penso, será que estão procurando no lugar certo?

Primeiro a pessoa que está na balada está afim de beijar na boca, ficar, dificilmente estão afim de relacionamento sério. Acho que seria o caso de se impor mais nos seus ideais, se você quer um relacionamento sério, exija um relacionamento sério, não aceite qualquer coisa, não ceda a qualquer coisa, tenha personalidade.

Procure lugares diferentes para passear e conhecer novas pessoas, em lugares mais calmos e que não tenham a conotação de balada, pois balada já passa uma ideia de "ficar", então conheça pessoas em lugares neutros, que não passam essa ideia, como em livrarias, cinemas, museus e espaços culturais, caminhadas e bikes nos parques, praias, academias, shoppings, uma outra opção é a internet.

Ajuda pensar no que você quer para você e para seu futuro, se estamos falando de futuro estamos falando de relacionamentos duradouros. O segredo para ter um bom relacionamento duradouro é pensar no tipo de pessoa que se quer ter ao seu lado e pense: "Eu me vejo daqui a 1, 2, 3 ... anos com essa mesma pessoa?" Faça uma lista de qualidades e defeitos e veja principalmente se você consegue conviver com os defeitos desta pessoa.

Não basta reclamar que está sozinho, ficar pelas baladas da vida, nas noites perdido por ai e no dia seguinte sentir o vazio e a falta de alguém. É preciso saber o que se quer realmente para si.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O Trantorno do deficit de atenção e o amor: ficar ou não ficar sozinho ...





Andei conversando muito sobre o tema TDAH e TDA essa semana, se refere aos transtornos de deficit de atenção, acompanhados ou não de hiperatividade, existem pessoas que são somente desatentas, dizemos que são os indivíduos que vivem no mundo da lua e os hiperativos são aquelas pessoas agitadas que não conseguem parar quietas, mas ainda tem a questão da impulsividade, aqueles que agem por impulso.

Existe uma lista enorme se sintomas a respeito deste transtorno, que é evidenciado principalmente em crianças em idade escolar, pois acarretam as dificuldades de aprendizagem, mas pouco se falam sobre o transtorno na idade adulta.

Como nosso blog fala sobre relacionamentos, queria entrar na questão do relacionamento destas pessoas. O número de pessoas que possuem algum grau deste transtorno é muito grande e uma das maiores dificuldades quando chega a idade adulta é a maneira pela qual está se relaciona com as outras pessoas. Para se ter uma idéia, 70% das pessoas que conseguem casar se divorciam, devido as suas dificuldades com o transtorno.

Mas porque isso acontece, o TDAH é impulsivo, então ele se apaixona e desapaixona muito fácil e rapidamente e com grande intensidade, sua baixa auto estima atrapalha na hora de construir uma imagem de si mesmo, de se sentir confiante para se relacionar com alguém, além de ter tendência a desenvolver ansiedade e depressão. Apesar do TDAH e TDA não conseguir prestar atenção nas coisas, ele é muito exigente a respeito da atenção do seu parceiro, ele quer muita atenção, coisa que muitas vezes ele esquece de dar. Outra coisa é a falta de memória, esquecer datas de aniversário, esquecer compromissos importantes, toma decisões sozinho, muitas vezes interferindo na vida do parceiro, sem que o parceiro tome ciência das decisões e o falar sem pensar, algumas vezes o individuo sem querer pode acabar dizendo algo que magoe e se arrepende em seguida do que foi dito.

Para quem está de fora, talvez não pareça algo tão difícil, mas para quem tem o transtorno, é viver em uma sensação de fracasso constante, sentimento de inferioridade, que podem levar ao alcoolismo e as drogas.

Mas será então que é isso, a pessoa com TDA e TDAH é uma pessoa problemática e difícil de lidar e está fadada a ficar sozinha?

Ao meu ver não, uma pessoa que tem o transtorno de deficit de atenção, não é como um psicopata, muito pelo contrario, essa pessoa tem sentimentos, só não consegue expressa-los, as dificuldades sociais são evidentes e refletem na sua vida afetiva, essas pessoas só precisam encontrar a pessoa certa.

Então vamos lá, quem seria esse super herói? Não existe um super herói, somos todos humanos, mas muitas vezes os sentimentos ficam acima das dificuldades. 

Uma pessoa TDAH e TDA jamais entrará em um bom relacionamento com um parceiro que cobre além de suas capacidades, uma coisa é incentivar e outra é cobrar de forma insistente e ofensiva, cobrar organização, cobrar que ele preste atenção, que ele se lembre de tudo, são coisas que geram brigas e sentimento de fracasso e inferioridade para quem tem o TDAH e TDA, é muito torturante ser cobrado por uma coisa, que por mais que você tente você não conseguirá fazer.

O par ideal para o TDAH e TDA é aquela pessoa paciente, que dialoga. Está bem, ninguém é bonzinho o tempo todo e como qualquer humano a outra pessoa também tem suas necessidades, mas ao invés de cobrar e brigar, principalmente pela atenção, que muitas vezes o TDAH e TDA esquece de dar a seu parceiro, este parceiro chama a atenção conversando e diz: "olha, eu estou aqui e você não está me dando atenção, não está me tratando como eu mereço e eu faço tudo por você". 

Em uma relação de troca uma pessoa apesar de seus problemas de atenção, daria conta da importância do outro em sua vida e mudaria de atitude procurando se esforçar mais, pois pessoas com transtorno do deficit de atenção também sofrem com uma grande carência emocional, sendo assim, quando essas pessoas encontram esse porto seguro para ancorar, sem brigas, sem ofensas, sem cobranças, suas vidas se transformam.

Meu conselho, para quem estiver lendo este texto e sofrer deste transtorno, não desista da vida, não passe sua vida sozinho, seres humanos foram feitos para viver em grupos. Se caso vocês sintam uma grande dificuldade de se socializar, de se manter em um relacionamento amoroso, procure ajuda médica.
Procurem também o parceiro certo para vida de vocês, não é porque vocês tem certas dificuldades, que tem que ouvir ofensas de seus parceiros, aguentar brigas, se sentirem por baixo.
Como eu mesma já disse muitas vezes nesse blog, relacionamentos amorosos verdadeiros, são duas pessoas muito amigas que querem dividir suas vidas. Gente, amigo não xinga, amigo não briga.
Procurem pessoas pacientes e compreensivas, pessoas companheiras, amigas, que te entendam, dialoguem, que te respeitem.
Não esperem sentir aquele amor paixão, muitas vezes é fogo de palha e acaba rápido, pense no amor de outra forma, pense no que você quer para o futuro. Esse amor amizade é o que eu considero amor verdadeiro, o único que é capaz de durar para sempre.




terça-feira, 18 de agosto de 2015

Porque insistimos no amor não correspondido?

 

 

Por que algumas vezes aceitamos um amor não correspondido e outras vezes não?

Por




Mais um dilema da psicologia parece ter sido solucionado – e mais uma vez a SUPER dá uma forcinha para ajudar na recuperação de corações partidos. Mas, para isso, vamos começar do começo.  Alguns estudos científicos sugerem que, quando algo é tirado de nós por motivo de força maior (uma lei, o fim de um relacionamento, uma restrição médica etc.), nosso cérebro nos faz acreditar que a nova situação vai ser boa. Outros estudos, porém, descobriram que as pessoas na verdade reagem negativamente e passam a querer a coisa proibida mais do que nunca. Qual dos lados está certo?

Na prática, sabemos que as duas coisas podem ocorrer. Mas o que vai determinar se será de um jeito ou de outro? Um estudo da Universidade de Waterloo (Canadá) e da Universidade Duke (EUA), publicado no jornal Psychological Science, sugere algo interessante: temos a tendência de nos rebelar contra uma regra ou situação quando achamos que ela não é definitiva – e a aceitamos mais facilmente quando ela parece ser pra valer. 


O experimento

Para esse estudo, os voluntários leram um texto que dizia que o governo havia decidido reduzir os limites de velocidade nas cidades porque isso aumentaria a segurança da população. Mas um grupo foi informado de que essa lei iria entrar em vigor com certeza; outros, que isso provavelmente iria acontecer, mas que ainda havia uma pequena chance de ela ser derrubada.
Os maiores apoiadores da lei faziam parte do grupo que achava que o limite de velocidade iria ser reduzido definitivamente. E o grupo que acreditava que ainda havia uma possibilidade de isso não acontecer foi o que menos apoiou, com índices abaixo do grupo controle.

Amor não correspondido

Para Laurin, isso confirma que, se uma restrição é definitiva, as pessoas acabam encontrando uma maneira de viver com ela. E isso explicaria nossa reação a um amor não correspondido. Se a pessoa te dá uma negativa, mas você percebe sinais de que ela pode vir a mudar de ideia, seu cérebro não entende isso como um “não” absoluto. Antes, você vai nutrir a ideia de que pode fazê-la mudar de ideia – e isso só vai fortalecer o seu desejo e sentimento, fazendo-o acreditar que precisa lutar para alcançar o objetivo. Mas, se sentir que o “não” foi definitivo, seu cérebro vai acabar se convencendo de que você não gosta da pessoa tanto assim e vai desencanar. O mesmo acontece com o fim de um namoro e pode nos ajudar a entender por que alguns levam poucos meses para esquecer o coração partido, enquanto outros chegam a levar anos. É claro que há outros aspectos envolvidos, como o tempo e a intensidade do namoro e muitas outras coisas. Mas uma coisa é certa: se você achar que tem chances de voltar com o relacionamento, vai demorar mais para superá-lo. Fins definitivos podem doer, mas o seu cérebro vai te dar uma ajudinha nesse caso.

(Via Psychological Science)

Retirado do site da revista: Super interessante. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Doenças venéreas





Esses dias estive refletindo a respeito de uma temática muito importante, doenças venéreas.

Saiu uma reportagem esses dias na internet, sobre uma pesquisa cientifica, a respeito do vírus HPV e que este vírus pode ser transmitido até mesmo através do beijo na boca. Sim, realmente é tudo verdade, como a herpes é transmitida pela boca, o HPV também pode ser transmitido, pois em alguns casos tem o surgimento de verrugas na boca e nódulos, que podem gerar câncer, esses casos vem crescendo nos últimos anos.

A questão é, que existem muitos tipos diferentes de vírus HPV em todo o mundo e um grande número de pessoas que iniciaram a vida sexual, em algum momento já entraram em contato com esse vírus, sendo que a maior parte das variações do vírus permanecem adormecidas no organismo e manifestam quando a imunidade do individuo cai e em alguns casos pode nunca se manifestar, de todos os tipos de vírus, dois deles causam o câncer do colo do útero e em casos raros podem causar câncer no anus do homem, pois no homem as verrugas se manifestam no anus. Porém o mais comum é o câncer do útero, as mulheres são as mais afetadas pelo vírus HPV.

Prevenção continua sendo a coisa mais importante, não podemos esquecer que a AIDS ainda é uma realidade e mata, então o uso da camisinha deve ser obrigatório.

Porém o que quero chamar atenção de vocês é que nem sempre a camisinha pode ser a tábua de salvação, existem doenças que são transmitidas independente do uso de preservativo, não quero assustar vocês, quero somente alertar e dar dicas para manter uma vida saudável.

Fiz um seminário ano passado a respeito de uma doença que ataca os homens e sua transmissão não depende do uso da camisinha. A doença cancro mole, no inicio confundida com sífiles, porem os cancros da sífiles são duros, no cancro mole o tecido fica mole e abrem buracos enormes na região do pênis e escroto, essa doença tem maior incidência em países do terceiro mundo, onde há uma maior resistência quanto ao uso da camisinha, mas independente da camisinha, a doença inicia com feridinhas na virilha e quando uma pele encosta na outra a outra pessoa se contamina. 

É uma doença que ataca principalmente homens, porque nas mulheres ela se mantem dormente, não se manifesta, porem uma mulher pode infectar vários homens e não saber que tem a doença. É o contrário por exemplo das cândidas, que se manifestam mais em mulheres e nos homens permanecem dormentes.

Como então se proteger de doenças que burlam a ação da camisinha, realmente difícil, estamos sujeitos ao contato com vírus e bactérias o tempo todo, o melhor a se fazer no caso de vírus HPV é ir ao médico todos os anos e fazer um acompanhamento, fazer preventivos, usar camisinha sempre, pois de todos os vírus a AIDS ainda é o pior.

Uma coisa interessante e importante, evite fazer sexo oral sem camisinha, ou melhor evite, caso você não conheça a pessoa que está com você, se não existe um relacionamento monogâmico, as chances de pegar o vírus da AIDS através da boca são minimas, mas existe através do sexo oral, pois você pode ter um machucado na boca, uma carie, uma porta de entrada para vírus direto para corrente sanguínea. 

No caso do cancro mole que me referi acima, uma medida de prevenção além da camisinha, seria a pessoa se lavar o mais rápido possível assim que termina o ato sexual, pois as feridas localizadas na pele da virilha soltam enzimas que transmitem a doença com atrito, então o melhor a se fazer é lavar sem cerimonia, pois quanto mais tempo demora o contato com esse fluido, maior os riscos de contágio.

Vocês podem me criticar, se perguntar. O que ela está tentando fazer? me colocar medo? Não de maneira nenhuma. Sexo para uns é a expressão do amor entre duas pessoas, mas para outros é uma atividade de busca do prazer. Não vou criticar aqueles que gostam de praticar o sexo casual, mas quero somente alertar para as questões de saúde, a vida é de vocês, as escolhas são de vocês, mas procurem se cuidar, sem camisinha não dá e tem que ter um acompanhamento médico, pois a realidade é essa, "quem tá na chuva é para se molhar".

Podem me chamar de piegas, mas na minha opinião o amor romântico e a monogamia sincera dão maior liberdade sexual ao casal, porém estou me referindo a monogamia verdadeira, sem traições. Um casal monogâmico de verdade pode fazer livremente o ato sexual, com uso de métodos contraceptivos com a única preocupação de decidir quando terão seus filhos, ou seja, usar camisinha, DIU, pílula, para evita-los, sem a preocupação de se contaminar com doenças, sem medos, sem pressões. Eu sou uma das pessoas que acreditam que sexo deveria ser a expressão do amor de um casal.

Conselhos de hoje, como procuro ser imparcial, para aqueles que gostam de praticar sexo casual com muitos parceiros, nunca esqueçam a camisinha, tenham higiene assim que acabar o ato sexual, pois você não conhece direito a pessoa com quem praticou sexo, evite sexo anal sem camisinha, pois transmite AIDS com até mais facilidade por ser uma região de muitas veias, uma pode se romper e o vírus vai direto para corrente sanguínea, evite sexo oral com pessoas estranhas, as chances são pequenas, mas nunca se sabe quando se tem uma carie na boca, procure um médico para fazer uma avaliação todo ano, faça preventivo. 

Para aqueles que procuram a monogamia a liberdade é maior, mas as avaliações anuais com médico depois de uma certa idade são indispensáveis e os preventivos também. Para os monogâmicos, é preciso que se mantenham verdadeiramente monogâmicos, para aqueles que pensam em deixar a monogamia, reflitam a respeito do que leram e procurem tomar os devidos cuidados.

sábado, 25 de julho de 2015

É preciso deixar ir embora






Quem nunca se torturou com uma dúvida, com a necessidade de decidir entre ir e ficar, fazer ou não fazer, dizer ou calar? E vamos ser sinceros… essas dúvidas são vozes do nosso medo mesmo. Dúvida é medo de escolher errado, medo de perder alguma parte de um todo que nunca nos pertenceu, medo de deixar ir alguma coisa da qual não temos controle…

Nós somos ensinados que ter é sinônimo de poder, de estabilidade, de alicerce, de prosperidade, de segurança, de conforto. E não me refiro apenas às coisas materiais. Desde a infância somos induzidos a reter, a nos apegarmos a tudo. E assim crescemos e nos tornamos escravos das nossas necessidades de posse e parâmetros. E como não poderia deixar de ser, nos frustramos quando não conseguimos o controle sobre o fluxo natural do deixar de ter, e nos deparamos com a nossa incapacidade absoluta de controlar o incontrolável.

Pouco somos orientados a deixar ir o que não nos serve mais. É árduo o aprendizado de partir e ver partir o que acreditamos que é nosso. É difícil aceitarmos o fluxo e termos a certeza de que o presente é o tempo e o lugar certo que nos cabe agora. E por isso sofremos. Mas sofremos muito. É um parto a fórceps para a maioria de nós conseguirmos deixar ir embora.

E às vezes nós é que precisamos ir embora… Ir embora de casa para vermos o mundo sem as mãos protetoras de nossos pais, ir embora da cidade ou do pais em que nascemos e vivemos por tantos anos para sentirmos o fluxo ininterrupto dos começos e recomeços, é preciso ir embora de um relacionamento falido, que não nos dá mais do que migalhas de um pão dormido no sereno de uma noite fria, ir embora daquele trabalho sem propósito que você forçosamente consegue levar seu corpo, mas não convoca mais a alma para seguir com você. Precisam ir embora também as máscaras, os preconceitos, as mentiras que contamos para nós mesmos, os apelos da sociedade para que sejamos, ou melhor, finjamos ser…

Ir embora é importante para que você entenda que não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava que só você poderia resolver. É chocante e libertador saber que ninguém precisa tanto de você pra seguir vivendo. Nem seu filho, nem sua mãe, nem seu pai, nem seu patrão, nem seu melhor amigo, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida de sua importância – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com essa verdade, antes tarde do que nunca.

Precisamos aprender a olhar os fatos de outro ângulo, sob outra perspectiva. Colocamos tantos medos e incertezas sobre nossas escolhas e decisões que agimos como se tudo fosse eterno e como se as perdas fossem sentenças de morte. Todos nós um dia deixaremos partir o próprio corpo e isso é inevitável.
Esquecemos apenas que há ganhos e perdas em tudo e que a cada 24 horas perdemos um dia de vida e ganhamos mais um de experiência.
Deixar ir é se libertar, é abrir espaço para o novo, é prosperar no terreno da santa incerteza.

Se crescemos quando conquistamos, crescemos mais ainda quando usufruímos, sem medo da perda.

É importante trabalharmos essa humildade libertadora de que não somos ou temos, apenas estamos. Hoje sei que esse nosso medo de partir, de deixar ir embora, de optar, de abdicar, de dar é parte da obsessão egoica de controlar nossas ações e sermos sempre assertivos e infalíveis nos resultados. Ah, duras algemas… como vocês são cruéis…

E só com o tempo e com as chances que nos damos é que descobrimos que não há nada mais libertador e esclarecedor do que o bom e velho tiro no escuro.