quinta-feira, 8 de junho de 2017

Você sabe o que está sentindo? Amor, paixão ou amizade.




A pergunta de hoje é: você sabe o que está sentindo? Estamos as vésperas do dia dos namorados, que na verdade não é uma data romântica e sim uma data comercial consumista, data especial para mim é dia de aniversário de namoro, mas enfim, a carência afeta muitas pessoas nessa data. Você sabe o que está sentindo? O que são sentimentos? O que é a emoção e o afeto?

Para começar posso até decepcionar um pouco vocês, mas não acredito muito nesse amor romântico mágico dos contos de fadas, esse amor romântico que as pessoas dizem existir e quando você dá a sua versão do que está sentindo, viram para você e dizem, "isso não é amor, é amizade", sim estou dizendo isso porque realmente acontece comigo. 

Mas esse amor fogo que arde e queima insanamente tem prazo de validade, se chama paixão, dura mais ou menos um ano, podendo chegar a dois anos, não é coincidência que muitos casamentos duram somente dois anos. 

Esse tempo é o tempo de uma gestação e amadurecimento de um bebê, estaria ligado aos instintos mais primitivos da humanidade. A paixão é uma reação química no cérebro e essa reação aproxima o casal com a finalidade de procriação, depois acaba. 

Quando a reação química diminue pode haver amor, sim, pode, mas o amor é complexo, ele é uma análise pessoal do que você sente, dentro da calmaria. Vale a pena se separar dessa pessoa ou existe um conjunto de coisas que te fazem querer ficar junto dela.

Eu gosto do amor transcendental, que transcende o tempo, se você consegue após anos ainda ter sentimentos pela mesma pessoa e ainda criar novos sentimentos, isso transcende barreiras de tempo e espaço, sim para quem acredita na espiritualidade poderia ser algo de outra vida, um reencontro de uma vida passada, não necessariamente de almas gêmeas ou um encontro de almas que se conheceram no outro plano, que seria o céu, ou ainda, um encontro do destino, de pessoas que estão se encontrando pela primeira vez, aqui nessa vida e vão criar uma história que talvez transcenda o tempo e o espaço físico.

Se não me engano foi aprendendo com leituras, como a do psicologo Winnicott, entendi o que são sentimentos. Esse psicologo fez uma definição interessante do que era a emoção, sentimentos e o afeto.

A emoção é visceral, ela vem das vísceras, do lado mais primitivo do ser humano, ela é imediatista, impulsiva, voraz, podemos dizer que são emoções a paixão, a raiva ...

Sentimento é o conjunto das emoções, a definição deste conjunto de emoções depende da interpretação  do sujeito que está sentindo, ou seja uma pessoa através de suas emoções define qual o seu sentimento. Podemos dizer que sentimentos seria o amor, ódio ... algo mais forte e interiorizado. 

Um ponto importante, ninguém pode dizer que o seu sentimento não é amor, a interpretação é sua. 
Se foi definido em sua cabeça que são necessário apenas duas emoções para ser amor e seu amigo acha que são preciso seis, problema do seu amigo. Outro ponto importante, se o amor romântico é uma interpretação de emoções pessoal, não é certo dizer que amor de adolescente não é amor, ele é tão verdadeiro quanto amor de idosos, são interpretações. 

Resumindo a história, para definir sentimentos, temos que observar nosso conjunto de emoções e interpreta-las, definir o que estamos sentindo, cada um tem sua interpretação então não deve-se ouvir opiniões alheias a respeito dos seus sentimentos. Nem as minhas, caso tenham me entendido mal em algum post anterior, estou escrevendo aqui para vocês, apenas para atentar sobre a necessidade da autoestima e autovalorização, mas de maneira nenhuma dizer que o sentimento de alguém seria verdadeiro ou falso, na verdade tudo depende de observação e interpretação. 

O afeto, é como você afeta a outra pessoa, pode ser positivamente ou negativamente, o lado positivo do afeto é o mais conhecido, que é o carinho, mas afeto vem de afetar, o lado negativo do afeto então seria ferir a pessoa de quem você gosta. 

Espero que essas definições ajudem vocês como me ajudam. 

domingo, 4 de junho de 2017

Namorada não é esposa e nem dona da casa da possível sogra.




Eu não sei o que acontece com a cabeça das mulheres, se é instinto maternal ou territorialista, mas muitas quando mal começam um relacionamento, querem demarcar território, tomar posso do sujeito homem, tomar as rédias da situação.

Muitos casais, quando o homem já tem uma certa idade e já mora sozinho, quando esse homem entra em um relacionamento sério com uma mulher, ela ganha a chave do apartamento. Eu me pergunto porque? Preguiça de abrir a porta? A sujeita vai entrando sem bater? O que se vê é um namoro com cara de casamento, a intimidade tem o mesmo nível do casamento, não tem privacidade. O resultado de se levar uma vida de casado no namoro, é que enjoa, sendo assim da desanimo de casar, fica tudo muito confuso e quando a relação esfria e entra na fase mais calma, que seria a de um casamento sólido e tranquilo, a pessoa interpreta como fim de tudo e separa, justificando que são apenas amigos. Mas enfim, o casamento não seria isso? Amigos que vivem juntos, dividem a vida e dormem na mesma cama.

Mas não é bem do homem que vive só que quero falar, estou querendo me referir a casos piores que ando observando.

Quando o rapaz chega com a namorada e apresenta para família, no início se mostram boazinhas e depois parecem mostrar as garras. Quando um homem mora só, ele pode receber quem ele quer em sua casa ou fazer o que quiser, mas quando mora na casa de sua família, na casa de sua mãe, as regras da casa da família que devem ser respeitadas.

E eu tenho ouvido histórias de moças espaçosas, que parecem querer tomar conta da casa da família do namorado, sei de histórias de moças que olham torto para visitas na casa da família do namorado, como se elas que determinassem quem poderia ou não frequentar a casa, sei até de história de moça que tinha chave da casa da família do namorado e podia entrar quando quisesse, o detalhe é que ela entrava até quando não tinha ninguém na casa e ficava dormindo, sempre achei isso tudo muito estranho.

Muitas vezes os filhos pressionam a família e principalmente as mães a aceitarem certas situações, por sua vez essas mães por medo de perder o filho aceitam. Eu nunca daria a chave da minha casa, para namorada de um filho meu entrar enquanto não tivesse ninguém e ficasse deitada dormindo, podem me chamar de careta, mas isso vai além de tirar a privacidade do rapaz, tira a privacidade de toda uma família, é claro que uma mãe dessa foi persuadida e como eu conheço o caso, sei que foi mesmo.

Claro que existe o inverso, namorados espaçosos, grossos, mal educados, que não se comportam bem na presença da família da namorada, tentam infringir as regras da casa, incentivam, manipulam as mentes das moças para infringir essas regras, não são somente as moças que tem um comportamento estranho dentro do grupo familiar do parceiro, tem muito homem que usa da manipulação para conseguir o que quer, isso quando não são mal educados.

Na minha opinião família é família, claro que em alguns casos a família atrapalha os relacionamentos, mas cabe a vocês avaliar o tipo de parceiro com quem estão se relacionando, pois um relacionamento com alguém que compete com a família de seu parceiro, não me parece ser um relacionamento saudável.