quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Homoafetividade





Achei que faltava algo em meu blog, um artigo diferente, achei que estava em divida com meus amigos, todos merecem conselhos, então vou ser democrática e escrever um post voltado para os homoafetivos.

Puxa como aconselha-los, dá mesma forma que sempre aconselhei a todos, não existe diferença entre heterossexual e homossexual, o que existe é amor e relacionamentos, as regras do jogo são as mesmas. O nome do blog pode ser " Namorada Perfeita", eu posso escrever o tempo todo me referindo a casais heterossexuais, mas tudo o que eu falo se aplica a todas as pessoas, sejam, héterosexuais ou não.

Mas eu vou abrir meu coração para vocês que estão lendo este post, eu sempre me preocupei com os homossexuais. Calma, vou explicar, desde a minha infância tive amiguinhos que eu via que eram homossexuais, na adolescência a mesma coisa, mas eu via eles sofrendo por serem homossexuais.

A minha preocupação estava no sentido do sofrimento, não só do preconceito social, como afetivo. Eu pensava, se pessoas heterossexuais sofrem desilusões amorosas, imaginem as homossexuais e isso me preocupava.

Vou contar para vocês uma história, de um amigo que conheci na minha adolescência e vocês vão entender a minha apreensão.

Eu tinha dezesseis anos e um dos meus amigos na escola me disse que estava apaixonado por um dos meus colegas, até então as pessoas só desconfiavam da sua homossexualidade, mas somente os amigos mais chegados que eram de sua confiança sabiam de seu segredo.

No ano seguinte seus pais descobriram e expulsaram ele de casa, ele um menino de 17 anos que fantasiava romances, teve que se prostituir para se sustentar na favela da Rocinha.

Mas no meio da desgraça ele acabou conhecendo um rapaz de classe alta, engenheiro de 25 anos, que morava sozinho em um apartamento de frente para o mar. Esse rapaz queria casar com ele, pagou as provas do vestibular, ele passou para UFRJ em biologia, ele queria ajuda-lo a cursar a faculdade, mas ele iludido pelos colegas de prostituição foi convencido a ser modelo em Ibiza, pois ganharia em dolar.

Meu amigo teve uma escolha, entre o amor de um homem que viu seu valor e a ambição. Ele descartou o rapaz, que por sinal dizem que era bonito e foi para Ibiza. Só que em Ibiza o esquema era de escravidão sexual, ele viveu anos como escravo, até que alguns amigos do Rio conseguiram pagar a divida que ele tinha com o local de trabalho para libera-lo.

O esquema de escravidão funciona da seguinte forma, eles contratam a pessoa para trabalhar na boate, vendem bebida, viciam a pessoa em drogas, quando o individuo vê, tem uma divida que não pode pagar e se torna um escravo sexual. Quando meu amigo voltou, ele estava viciado em drogas, aidético e se tornou mendigo nas ruas da Rocinha, até o dia de sua morte aos vinte e poucos anos.

É triste essa história, não que vá acontecer com todas as pessoas pelo simples fato de serem homossexuais, mas me faz pensar. Se os pais tivessem aceitado ele do jeito que ele é, nada disso poderia ter acontecido. Se ele não fosse tão ingênuo e escolhesse o rapaz que queria até ajudar ele a fazer faculdade, ele estaria casado e teria um futuro diferente. A vida é feita de escolhas.

Mas eu vejo também a importância da autoestima, de se aceitar do jeito que você é, de se manter firme nos seus ideais, de não ir pela cabeça dos outros, de dar valor as pessoas certas, analisar bem as coisas.

Pensem, Vocês tem sim que analisar o relacionamento da mesma forma como qualquer relacionamento heterossesual, prestando atenção em todos os pontos que eu já citei neste blog. A importância da autoestima, do respeito por si mesmo, para assim encontrar alguém de caráter, mas existe uma questão importante, vocês lutam contra o preconceito de uma sociedade, então procurem alguém que te dê valor real e que esteja disposto a caminhar ao seu lado na luta, sem se envergonhar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Amor por interresse: Nem sempre as coisas são o que parecem.





Muitas pessoas pensam em um relacionamento baseado em interesses financeiros, como se a estabilidade de um casamento estivesse em uma base financeira sólida. 

Não vejo a questão financeira como essencial, claro que ela tem sua importância para sustentar a pessoa, oferecer uma independência fora das asas dos pais e depois na aquisição de um par, na formação de um casal, uma família, você precisa ter sua independência financeira. Porém a questão financeira não deveria estar em primeiro lugar na vida das pessoas e sim o caráter, amizade, companheirismo, uma série de coisas que formam um relacionamento sólido.

O dinheiro deveria ser para sobrevivência, prover condições de vida aceitáveis e não a mola mestra da vida de uma pessoa. Ninguém deveria se manter em um relacionamento por dinheiro ou iniciar um relacionamento por dinheiro ou até manter em sua mente o paradigma, de que um bom relacionamento é quando você encontra um pretendente de posses, nem sempre esses são bons pretendentes. 

Vou contar duas histórias de duas pessoas que eu conheci para explicar melhor essa questão para vocês.


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Há muitos anos atrás, conheci uma moça em um curso de formação de professores que eu estava fazendo.

O curso não era caro, era um curso barato, mas essa moça vendia salgados para pagar as mensalidades do curso, até aí tudo bem.

Mas essa moça era casada e tinha duas filhas, o marido era empresário e tinha uma situação financeira abastada, eles moravam em um apartamento em Ipanema de quatro quartos com suite, quase de frente para o mar, na Praça General Osório.

Espera, para tudo, como assim !!!!

Vocês entenderam o que eu disse, a moça é casada com empresário, mora em um bairro caríssimo do Rio, em um apartamento enorme, de frente para praia e faz salgado para fora, para ter como pagar o curso.

Segundo a moça nos explicou, ela é judia e ele também, só que ela é de uma família judia mais humilde e não foi muito bem aceita pela família dele.

E para os judeus cabia a mulher sustentar os filhos e ao marido sustentar a casa, como ela não tinha emprego, ela tinha que vender salgado para sustentar as filhas, o homem não dava nada para as filhas, a não ser a mensalidade da escola e plano de saúde, mas a parte de alimentação, roupas, lazer e todo resto, a mãe que deveria se virar para prover sozinha, por isso entrou no curso de professora, para tentar um emprego e parar de cozinhar para fora, mas o homem exigia que ela permanecesse magra, então pagava academia para ela e mandou até ela tirar uma pinta da perna cirurgicamente, que ele não gostava, a pinta era parecida com a da Angélica, só que o dobro do tamanho.

Havia uma outra mulher judia em nossa classe, ela disse a moça: "Sinto muito, este homem está te enganando e se aproveitando de você, e usando a cultura judaica para isso".

Casamento deveria ser a união de tudo, inclusive financeira e se até um casal que se separa, o homem deve pagar pensão alimentícia ao filho, como podia este homem que era tão abastado, estar casado e não sustentar a mulher e as filhas, a não ser que fosse para atender os seus interesses.

A mulher vivia uma vida de pobre, em um castelo de frente para o mar e iria continuar na mesma situação, pois professor ganha salário de fome aqui no Brasil. Mesmo que ela se formasse em professora, ainda estaria passando dificuldades financeiras para sustentar as filhas, mesmo tendo ao seu lado um marido empresário abastado.

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Na minha segunda história é sobre um grande amigo meu, que eu gosto muito, de um grande caráter, eu o conheço desde a infância.

Esse meu amigo era filho de um chofer e uma empregada e moravam em uma casa grande atrás da minha. Na casa tinham muitos labradores, quase dez e eles ficavam olhando por cima do muro alto.

Esse meu amigo de origem humilde aprendeu sozinho a lidar com os cães, desde pequeno começou a trabalhar com eles, se tornou um treinador, empreendedor. Quando cresceu montou seu próprio negócio e prosperou, colocou pessoas trabalhando com ele, mas mesmo assim, ainda tinham clientes que exigiam sua presença, por causa do seu profissionalismo no treinamento. 

Ele treinava e passeava com os cães e assim conseguiu seu sustento, sua estabilidade financeira. Porém seu caráter não o deixava que sua situação financeira lhe subisse a cabeça, ou que esquecesse das pessoas a sua volta.

Lembro sempre de nossos encontros e uma outra amiga minha também relatou a mesma coisa vinda da parte dele, ele sempre pergunta se estamos bem, se precisamos de alguma coisa, se estamos precisando de dinheiro, porque se houver algum problema seja lá o que for, para pedir ajuda a ele, que mesmo que ele não tenha como ajudar de imediato, ele sempre vai tentar fazer alguma coisa.

Não preciso dizer que esse meu amigo é o tipo de rapaz que quando tem uma namorada, esposa, ajuda em tudo, inclusive financeiramente.

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Para começar, um relacionamento deve ser baseado em confiança mutua, se não existe essa confiança é melhor que não exista esse relacionamento. Se você desconfia que não existe sentimentos vindos da parte da pessoa e sim interesses financeiros, então é melhor partir para outra e não se envolver.

Nem sempre as coisas são o que parecem, essa é para essas pessoas que se baseiam em interesses financeiros, muitas vezes você se envolve com alguém esperando ter uma vida de luxo e o sujeito é pão duro, você vai ter de se sustentar e muitas vezes por preconceito, você joga fora uma pessoa de origem humilde, que no fim te daria uma vida muito melhor e feliz.

A felicidade está nas coisas simples da vida, os relacionamentos tem bases mais fortes quando não são pautados em valores financeiros. O caráter do parceiro, o companheirismo, respeito, a amizade,  que vão determinar se você terá uma vida boa e não o seu dinheiro, pois do que adianta estar com alguém abastado e mal caráter, que vai te tratar mal, você não tem que se sujeitar a esse sofrimento.

Tenha autoestima, dinheiro e situação financeira cabe a nós mesmos fazermos e não depender do outro, o dinheiro é um meio de sobrevivência no mundo capitalista e não de felicidade, a felicidade está dentro de você e está em você se amar, para amar o outro, somente com auto estima encontramos alguém que nos valoriza de verdade.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Voz da experiência ...





Hoje recebi umas visitas em casa, sabe que entre o fim de ano e incio de ano é época das pessoas das famílias se visitarem e foi o que aconteceu.

Vieram umas primas da minha mãe que não apareciam a muitos anos e passaram o dia aqui em casa, sabendo que já estávamos com outras visitas, primos vindos de Minas Gerais, a família resolveu se rever hoje aqui em casa.

Bem, não tem aquelas perguntas que sempre as famílias fazem nas reuniões. O que você está fazendo da vida? Tem namorado? Enfim, a prima da minha mãe me perguntou se eu estava namorando, se eu tinha alguém e acabou me deixando uns conselhos em forma de depoimento que eu gostei tanto, que vou passar para vocês como forma de lição de vida.

Ela virou pra mim e disse:

Ela: - Lilian, você está namorando?

Eu: - Não, tá difícil ...

Ela: - Olha, vou te dar um conselho, procure alguém que aceite o seu filho, procure alguém que te aceite do jeito que você é. Eu não tenho medo da inveja das pessoas. Então eu digo mesmo, eu sou feliz, eu sou muito feliz com meu marido. Eu tive sorte de ter encontrado um marido que aceito minha filha, me aceitou do jeito que eu sou e quando eu tive câncer e tive de retirar um dos meus seios, eles era 13 anos mais novo que eu, poderia ter ido embora, mesmo assim eles quiz ficar. Sou muito feliz com meu marido, minhas filhas e só te falo uma coisa, procure alguém que aceite seu filho e aceite você do jeito que você é, que não se envergonhe de você, que esteja sempre ao seu lado.

Em se tratando de filhos e relacionamentos sérios, sempre tive isso como critério, a forma pela qual a outra pessoa vê o filho do outro, isso pode definir o tipo de relação, pois uma pessoa com um filho já é uma família e a pessoa que chega está se propondo a somar essa família ou não.

Achei esse depoimento emocionante também e não é qualquer um que se propõe a enfrentar o câncer e permanecer em um casamento. 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Encontro as escondidas





Vou falar hoje sobre um tema que parece bobo, mas pode levar a muitas conclusões dependendo do ponto de vista, alguns concordam e acham excitante, outros não concordam e acham até perigoso. Nesse post não vou ser imparcial, vou colocar minha opinião sincera sobre o assunto e fazer um alerta.

Existe sim todo um romantismo e aventura em encontro as escondidas, amores proibidos, como na história de Romeu e Julieta, mas será mesmo isso, será mesmo que encontro as escondidas tem essa conotação romântica, ou é uma máscara para muitas coisas.

Uma pessoa que se encontra com outra as escondidas pode ser uma pessoa extremamente reprimida e insegura, que não consegue se impor sobre sua própria vida e se esse for o caso, reflete muita imaturidade e possivelmente seja preciso um tratamento psicológico dependendo da idade ou um simples passar do tempo se a pessoa for muito novinha.

Porque falo de tratamento psicológico, porque já vi casos policiais de pessoas de 20, 30 anos, que estavam se comunicando com pessoas pela internet, marcaram encontro as escondidas sem que as famílias soubessem e esses encontros acabaram em tragédias. E tem mais, essas pessoas são convencidas a esses encontros a escondidas, movidas por um estado psicológico debilitado.

Claro que existem histórias de encontros pela internet de sucesso, conheço pessoas da minha própria família que se casaram e estão muito bem casadas por anos e se conheceram na internet, mas o respeito está acima de tudo.

Mas tem aqueles que não tem exatamente problemas psicológicos, mas que por algum motivo tentam te convencer a um encontro as escondidas. Frases como: "Estamos nos conhecendo e ninguém precisa saber que estamos saindo", espera um pouco, uma coisa é se conhecer, uma coisa é sair como amigo, outra coisa é ser namorado, porque ninguém, nem as famílias de ambas as partes pode saber que vocês vão sair juntos? Tem algo errado nessa condição imposta a você. Nesse caso é preciso desconfiar, a pessoa pode ser comprometida com outra, pode estar querendo te esconder da família por algum motivo.

Outro alerta que eu faço, no caso de famílias, quando a pessoa que te pede para sair escondido, falando sobre algum tipo de questão familiar, não se iluda. Para toda a família os seus são sempre os inocentes e os outros são sempre os culpados, então se vocês aceitarem sair escondidos e algo sair errado no encontro, podem ter certeza, que a família vai responsabilizar você pelo acontecido, pois para a família você que convenceu a pessoa a sair escondido e não o contrario, então tomem muito cuidado com isso.

Sempre digo, devemos nos valorizar sempre e neste caso é uma imposição de respeito, se uma pessoa te conhece, é sua amiga ou colega e vai começar a sair com você, para te conhecer é preciso que tenha um mínimo de respeito e que te valorize ao menos na amizade. Como? assumindo que vai encontrar com um amigo ou amiga, somente isso.

Parece bobo não parece, mas ao assumir que vai sair com um conhecido, colega, amigo, você não está dizendo que está namorando ninguém, mas está dizendo que a outra pessoa existe e que você a trata com respeito. Agora quanto ao encontro, pode não dar em nada, pode acabar em simples amizade, mas se não houver respeito até as amizades acabam.