quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O Trantorno do deficit de atenção e o amor: ficar ou não ficar sozinho ...





Andei conversando muito sobre o tema TDAH e TDA essa semana, se refere aos transtornos de deficit de atenção, acompanhados ou não de hiperatividade, existem pessoas que são somente desatentas, dizemos que são os indivíduos que vivem no mundo da lua e os hiperativos são aquelas pessoas agitadas que não conseguem parar quietas, mas ainda tem a questão da impulsividade, aqueles que agem por impulso.

Existe uma lista enorme se sintomas a respeito deste transtorno, que é evidenciado principalmente em crianças em idade escolar, pois acarretam as dificuldades de aprendizagem, mas pouco se falam sobre o transtorno na idade adulta.

Como nosso blog fala sobre relacionamentos, queria entrar na questão do relacionamento destas pessoas. O número de pessoas que possuem algum grau deste transtorno é muito grande e uma das maiores dificuldades quando chega a idade adulta é a maneira pela qual está se relaciona com as outras pessoas. Para se ter uma idéia, 70% das pessoas que conseguem casar se divorciam, devido as suas dificuldades com o transtorno.

Mas porque isso acontece, o TDAH é impulsivo, então ele se apaixona e desapaixona muito fácil e rapidamente e com grande intensidade, sua baixa auto estima atrapalha na hora de construir uma imagem de si mesmo, de se sentir confiante para se relacionar com alguém, além de ter tendência a desenvolver ansiedade e depressão. Apesar do TDAH e TDA não conseguir prestar atenção nas coisas, ele é muito exigente a respeito da atenção do seu parceiro, ele quer muita atenção, coisa que muitas vezes ele esquece de dar. Outra coisa é a falta de memória, esquecer datas de aniversário, esquecer compromissos importantes, toma decisões sozinho, muitas vezes interferindo na vida do parceiro, sem que o parceiro tome ciência das decisões e o falar sem pensar, algumas vezes o individuo sem querer pode acabar dizendo algo que magoe e se arrepende em seguida do que foi dito.

Para quem está de fora, talvez não pareça algo tão difícil, mas para quem tem o transtorno, é viver em uma sensação de fracasso constante, sentimento de inferioridade, que podem levar ao alcoolismo e as drogas.

Mas será então que é isso, a pessoa com TDA e TDAH é uma pessoa problemática e difícil de lidar e está fadada a ficar sozinha?

Ao meu ver não, uma pessoa que tem o transtorno de deficit de atenção, não é como um psicopata, muito pelo contrario, essa pessoa tem sentimentos, só não consegue expressa-los, as dificuldades sociais são evidentes e refletem na sua vida afetiva, essas pessoas só precisam encontrar a pessoa certa.

Então vamos lá, quem seria esse super herói? Não existe um super herói, somos todos humanos, mas muitas vezes os sentimentos ficam acima das dificuldades. 

Uma pessoa TDAH e TDA jamais entrará em um bom relacionamento com um parceiro que cobre além de suas capacidades, uma coisa é incentivar e outra é cobrar de forma insistente e ofensiva, cobrar organização, cobrar que ele preste atenção, que ele se lembre de tudo, são coisas que geram brigas e sentimento de fracasso e inferioridade para quem tem o TDAH e TDA, é muito torturante ser cobrado por uma coisa, que por mais que você tente você não conseguirá fazer.

O par ideal para o TDAH e TDA é aquela pessoa paciente, que dialoga. Está bem, ninguém é bonzinho o tempo todo e como qualquer humano a outra pessoa também tem suas necessidades, mas ao invés de cobrar e brigar, principalmente pela atenção, que muitas vezes o TDAH e TDA esquece de dar a seu parceiro, este parceiro chama a atenção conversando e diz: "olha, eu estou aqui e você não está me dando atenção, não está me tratando como eu mereço e eu faço tudo por você". 

Em uma relação de troca uma pessoa apesar de seus problemas de atenção, daria conta da importância do outro em sua vida e mudaria de atitude procurando se esforçar mais, pois pessoas com transtorno do deficit de atenção também sofrem com uma grande carência emocional, sendo assim, quando essas pessoas encontram esse porto seguro para ancorar, sem brigas, sem ofensas, sem cobranças, suas vidas se transformam.

Meu conselho, para quem estiver lendo este texto e sofrer deste transtorno, não desista da vida, não passe sua vida sozinho, seres humanos foram feitos para viver em grupos. Se caso vocês sintam uma grande dificuldade de se socializar, de se manter em um relacionamento amoroso, procure ajuda médica.
Procurem também o parceiro certo para vida de vocês, não é porque vocês tem certas dificuldades, que tem que ouvir ofensas de seus parceiros, aguentar brigas, se sentirem por baixo.
Como eu mesma já disse muitas vezes nesse blog, relacionamentos amorosos verdadeiros, são duas pessoas muito amigas que querem dividir suas vidas. Gente, amigo não xinga, amigo não briga.
Procurem pessoas pacientes e compreensivas, pessoas companheiras, amigas, que te entendam, dialoguem, que te respeitem.
Não esperem sentir aquele amor paixão, muitas vezes é fogo de palha e acaba rápido, pense no amor de outra forma, pense no que você quer para o futuro. Esse amor amizade é o que eu considero amor verdadeiro, o único que é capaz de durar para sempre.




terça-feira, 18 de agosto de 2015

Porque insistimos no amor não correspondido?

 

 

Por que algumas vezes aceitamos um amor não correspondido e outras vezes não?

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Mais um dilema da psicologia parece ter sido solucionado – e mais uma vez a SUPER dá uma forcinha para ajudar na recuperação de corações partidos. Mas, para isso, vamos começar do começo.  Alguns estudos científicos sugerem que, quando algo é tirado de nós por motivo de força maior (uma lei, o fim de um relacionamento, uma restrição médica etc.), nosso cérebro nos faz acreditar que a nova situação vai ser boa. Outros estudos, porém, descobriram que as pessoas na verdade reagem negativamente e passam a querer a coisa proibida mais do que nunca. Qual dos lados está certo?

Na prática, sabemos que as duas coisas podem ocorrer. Mas o que vai determinar se será de um jeito ou de outro? Um estudo da Universidade de Waterloo (Canadá) e da Universidade Duke (EUA), publicado no jornal Psychological Science, sugere algo interessante: temos a tendência de nos rebelar contra uma regra ou situação quando achamos que ela não é definitiva – e a aceitamos mais facilmente quando ela parece ser pra valer. 


O experimento

Para esse estudo, os voluntários leram um texto que dizia que o governo havia decidido reduzir os limites de velocidade nas cidades porque isso aumentaria a segurança da população. Mas um grupo foi informado de que essa lei iria entrar em vigor com certeza; outros, que isso provavelmente iria acontecer, mas que ainda havia uma pequena chance de ela ser derrubada.
Os maiores apoiadores da lei faziam parte do grupo que achava que o limite de velocidade iria ser reduzido definitivamente. E o grupo que acreditava que ainda havia uma possibilidade de isso não acontecer foi o que menos apoiou, com índices abaixo do grupo controle.

Amor não correspondido

Para Laurin, isso confirma que, se uma restrição é definitiva, as pessoas acabam encontrando uma maneira de viver com ela. E isso explicaria nossa reação a um amor não correspondido. Se a pessoa te dá uma negativa, mas você percebe sinais de que ela pode vir a mudar de ideia, seu cérebro não entende isso como um “não” absoluto. Antes, você vai nutrir a ideia de que pode fazê-la mudar de ideia – e isso só vai fortalecer o seu desejo e sentimento, fazendo-o acreditar que precisa lutar para alcançar o objetivo. Mas, se sentir que o “não” foi definitivo, seu cérebro vai acabar se convencendo de que você não gosta da pessoa tanto assim e vai desencanar. O mesmo acontece com o fim de um namoro e pode nos ajudar a entender por que alguns levam poucos meses para esquecer o coração partido, enquanto outros chegam a levar anos. É claro que há outros aspectos envolvidos, como o tempo e a intensidade do namoro e muitas outras coisas. Mas uma coisa é certa: se você achar que tem chances de voltar com o relacionamento, vai demorar mais para superá-lo. Fins definitivos podem doer, mas o seu cérebro vai te dar uma ajudinha nesse caso.

(Via Psychological Science)

Retirado do site da revista: Super interessante. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Doenças venéreas





Esses dias estive refletindo a respeito de uma temática muito importante, doenças venéreas.

Saiu uma reportagem esses dias na internet, sobre uma pesquisa cientifica, a respeito do vírus HPV e que este vírus pode ser transmitido até mesmo através do beijo na boca. Sim, realmente é tudo verdade, como a herpes é transmitida pela boca, o HPV também pode ser transmitido, pois em alguns casos tem o surgimento de verrugas na boca e nódulos, que podem gerar câncer, esses casos vem crescendo nos últimos anos.

A questão é, que existem muitos tipos diferentes de vírus HPV em todo o mundo e um grande número de pessoas que iniciaram a vida sexual, em algum momento já entraram em contato com esse vírus, sendo que a maior parte das variações do vírus permanecem adormecidas no organismo e manifestam quando a imunidade do individuo cai e em alguns casos pode nunca se manifestar, de todos os tipos de vírus, dois deles causam o câncer do colo do útero e em casos raros podem causar câncer no anus do homem, pois no homem as verrugas se manifestam no anus. Porém o mais comum é o câncer do útero, as mulheres são as mais afetadas pelo vírus HPV.

Prevenção continua sendo a coisa mais importante, não podemos esquecer que a AIDS ainda é uma realidade e mata, então o uso da camisinha deve ser obrigatório.

Porém o que quero chamar atenção de vocês é que nem sempre a camisinha pode ser a tábua de salvação, existem doenças que são transmitidas independente do uso de preservativo, não quero assustar vocês, quero somente alertar e dar dicas para manter uma vida saudável.

Fiz um seminário ano passado a respeito de uma doença que ataca os homens e sua transmissão não depende do uso da camisinha. A doença cancro mole, no inicio confundida com sífiles, porem os cancros da sífiles são duros, no cancro mole o tecido fica mole e abrem buracos enormes na região do pênis e escroto, essa doença tem maior incidência em países do terceiro mundo, onde há uma maior resistência quanto ao uso da camisinha, mas independente da camisinha, a doença inicia com feridinhas na virilha e quando uma pele encosta na outra a outra pessoa se contamina. 

É uma doença que ataca principalmente homens, porque nas mulheres ela se mantem dormente, não se manifesta, porem uma mulher pode infectar vários homens e não saber que tem a doença. É o contrário por exemplo das cândidas, que se manifestam mais em mulheres e nos homens permanecem dormentes.

Como então se proteger de doenças que burlam a ação da camisinha, realmente difícil, estamos sujeitos ao contato com vírus e bactérias o tempo todo, o melhor a se fazer no caso de vírus HPV é ir ao médico todos os anos e fazer um acompanhamento, fazer preventivos, usar camisinha sempre, pois de todos os vírus a AIDS ainda é o pior.

Uma coisa interessante e importante, evite fazer sexo oral sem camisinha, ou melhor evite, caso você não conheça a pessoa que está com você, se não existe um relacionamento monogâmico, as chances de pegar o vírus da AIDS através da boca são minimas, mas existe através do sexo oral, pois você pode ter um machucado na boca, uma carie, uma porta de entrada para vírus direto para corrente sanguínea. 

No caso do cancro mole que me referi acima, uma medida de prevenção além da camisinha, seria a pessoa se lavar o mais rápido possível assim que termina o ato sexual, pois as feridas localizadas na pele da virilha soltam enzimas que transmitem a doença com atrito, então o melhor a se fazer é lavar sem cerimonia, pois quanto mais tempo demora o contato com esse fluido, maior os riscos de contágio.

Vocês podem me criticar, se perguntar. O que ela está tentando fazer? me colocar medo? Não de maneira nenhuma. Sexo para uns é a expressão do amor entre duas pessoas, mas para outros é uma atividade de busca do prazer. Não vou criticar aqueles que gostam de praticar o sexo casual, mas quero somente alertar para as questões de saúde, a vida é de vocês, as escolhas são de vocês, mas procurem se cuidar, sem camisinha não dá e tem que ter um acompanhamento médico, pois a realidade é essa, "quem tá na chuva é para se molhar".

Podem me chamar de piegas, mas na minha opinião o amor romântico e a monogamia sincera dão maior liberdade sexual ao casal, porém estou me referindo a monogamia verdadeira, sem traições. Um casal monogâmico de verdade pode fazer livremente o ato sexual, com uso de métodos contraceptivos com a única preocupação de decidir quando terão seus filhos, ou seja, usar camisinha, DIU, pílula, para evita-los, sem a preocupação de se contaminar com doenças, sem medos, sem pressões. Eu sou uma das pessoas que acreditam que sexo deveria ser a expressão do amor de um casal.

Conselhos de hoje, como procuro ser imparcial, para aqueles que gostam de praticar sexo casual com muitos parceiros, nunca esqueçam a camisinha, tenham higiene assim que acabar o ato sexual, pois você não conhece direito a pessoa com quem praticou sexo, evite sexo anal sem camisinha, pois transmite AIDS com até mais facilidade por ser uma região de muitas veias, uma pode se romper e o vírus vai direto para corrente sanguínea, evite sexo oral com pessoas estranhas, as chances são pequenas, mas nunca se sabe quando se tem uma carie na boca, procure um médico para fazer uma avaliação todo ano, faça preventivo. 

Para aqueles que procuram a monogamia a liberdade é maior, mas as avaliações anuais com médico depois de uma certa idade são indispensáveis e os preventivos também. Para os monogâmicos, é preciso que se mantenham verdadeiramente monogâmicos, para aqueles que pensam em deixar a monogamia, reflitam a respeito do que leram e procurem tomar os devidos cuidados.